quinta-feira, 7 de agosto de 2014

OS DIFERENTES PERFIS DOS DOUTORANDOS: ONDE VOCÊ SE ENCAIXA?

Esse texto me foi enviado pelo Professor Matias-Pereira da UnB. Eu me vejo com algumas características de cada um desses três, depende do momento, porém quem não tem?!

Vocês conhecem outros perfis? Se sim, citem nos comentários!

Eu conheço ainda o "Doutorando Bebê Chorão". É uma espécie de irmão gêmeo do Zangão, porém não é daqueles gêmeos que são idênticos. No lugar de ficar zangado, ele simplesmente chora e reclama da vida, queria ser um dos "Doutorandos Maduros", como não consegue... chora. kkk. Geralmente ele não desiste, mas enche o saco do orientador até o final. Às vezes a banca o aprova. Possui autoestima baixa.




OS DIFERENTES PERFIS DOS DOUTORANDOS: ONDE VOCÊ SE ENCAIXA?
Prof. Dr. José Matias-Pereira, da Universidade de Brasília

Ao longo da minha experiência como professor de administração pública, finanças públicas e seminários de pesquisa, e pesquisador nessas áreas, bem como orientador de alunos de pós-graduação, em nível de doutorado, pude constatar que existem três tipos distintos de orientandos:

DOUTORANDO ZANGÃO. Esse aluno, como o próprio nome indica, vive zangado com tudo e com todos. Crítico feroz dos professores, do orientador, da universidade, do programa e do currículo. Em geral procura o orientador para reclamar e transferir os seus problemas. Tem dificuldade para escolher o tema da pesquisa. Superado essa fase, tem dificuldade de manter o foco na pesquisa. Nesses casos o orientador precisa conversar de forma franca com o orientando, e deixar claro que a sua postura não vai ajudá-lo no esforço de concluir o doutorado. Costumam demorar a concluir o curso. Elevado índice de desistência. Possui autoestima baixa.   

DOUTORANDO TIETE. Esse doutorando possui uma verdadeira adoração pelo seu orientador. Tende a reagir de maneira agressiva quando ouve alguém fazendo algum tipo de restrição ao seu orientador. Tem tendências, em geral, a fazer fofocas no ambiente acadêmico. Fica esperando que o seu orientador tome todas as decisões por ele, incluindo a escolha do tema, as leituras, referências, dados, etc. Na medida em que vive tietando o orientador, possui dificuldade para manter o foco na pesquisa. O orientador, nesses casos, precisa romper esses laços, pois essa dependência  impede o crescimento do aluno. Costumam produzir pesquisas de baixa qualidade. Possui autoestima baixa.

DOUTORANDO MADURO. Esse doutorando possui uma enorme capacidade de se ajustar ao programa, ao curso e ao estilo de trabalho de seu orientador. Mantêm um bom relacionamento com os professores e com os colegas de turma. É colaborativo e generoso com os colegas. É produtivo ao longo do curso, em termos de desempenho nas disciplinas, na elaboração do projeto de pesquisa, de artigos e participação em congressos. Tem facilidade para, além de escolher o tema da pesquisa, manter o foco na mesma. Procura o orientador para apresentar os avanços de sua pesquisa. Costumam produzir pesquisas de boa qualidade, e concluir o doutorado antes do prazo previsto no programa. Elevado índice de sucesso na vida acadêmica e profissional. Possui autoestima elevada.   

Autor, entre outros, de: J. Matias-Pereira. Manual de Metodologia da Pesquisa Científica. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2012. E-mail: matias@unb.br      

Um comentário:

  1. É importante ressaltar que o objetivo do texto não é ofender, mas permitir que o doutorando reflita sobre o desafio instigante e único que é tornar-se doutor. E dessa forma procure evoluir, especialmente nos aspectos comportamentais, na busca de se tornar um doutorando maduro. Abraços, Prof. José Matias-Pereira

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