segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Dia do Contador e Ano da Contabilidade no Brasil: nós saímos da nossa caverna?

Como já citei anteriormente aqui no blog, não gosto muito de comemorar datas específicas (é como se eu pensasse que as "coisas" têm seus dias todos os dias - é difícil de explicar esse meu sentimento). Naquela postagem, no dia 25 de abril, eu comentei que não planejava postar no blog sobre isso, até que um email (na verdade dois, um me gerando uma imensa frustração/insatisfação/raiva/indignação/vergonha... e outro de uma pessoa me estimulando a escrever) me fez postar sobre (alguns motivos estão lá na postagem para quem quiser ler).

Ontem foi o "Dia do Contador" e, mais uma vez, me recusei a planejar alguma postagem sobre isso. Por diversos motivos parecidos com o da outra data eu não postei, porém algo parecido me fez voltar atrás. Mas o principal motivo que me fez não postar, foi o motivo que me fez voltar atrás: todo dia é dia da contabilidade! Sem a contabilidade nenhuma economia sobrevive. A contabilidade surgiu junto com os homens/mulheres. Então por que os homens/mulheres não valorizam a contabilidade?!

Minha resposta para essa pergunta é a seguinte (uma outra pergunta): se nem os contadores se valorizam, por que as outras pessoas deveriam valorizá-los? (veja que a contabilidade está entre as profissões mais subestimadas).

O ano da contabilidade no Brasil de nada servirá se os contadores não se valorizarem.

Aqui está o motivo que me fez postar sobre o "Dia do Contador" (isso aconteceu ontem, no "Dia do Contador"):
Estava eu em algum local, quando um empresário citou que estava dando início a um novo empreendimento, percebendo, ele, que não precisaria de um contador para esse trabalho burocrático inicial.

Dando-se conta de que estava tendo problemas para dar início a esse empreendimento, por meio do trabalho burocrático, ele teve que voltar atrás na sua decisão de não contratar o serviço do contador para isso.

Aqui está o que me mais me chamou a atenção (tentei lembrar das palavras exatas):

P****, eu tentei de tudo quanto é jeito para fazer o trabalho, mas não consegui. Aí tive que chamar o contador para fazer. Eu sei que ele, por debaixo dos panos, consegue um jeito de colocar o negócio para a frente.

É assim que os contadores são lembrados, inclusive no "Dia do Contador", no "Ano da Contabilidade no Brasil"...

Respondendo à minha pergunta inicial: parece que ainda não saímos da nossa caverna (apesar de todo o esforço de algumas pessoas).

Um comentário:

  1. Prezados, boa tarde.
    Eu gostaria de relatar um pouco de minha realidade como Contador.

    Iniciei há uns quatro anos minhas atividades independentes com as atividades de Contabilidade.
    Constitui um CNPJ-MEI e captei alguns clientes para dar início ao meu trabalho.

    Tenho registro no CRC-SP mas vejo que a falta de oportunidades, a concorrência desleal faz com que nossa Classe seja muito desvalorizada.

    Os clientes tem procurados honorários muito abaixo da média de mercado. Valores que não suprem as nossas obrigações com anuidades do CRC, Compra de Certificado Digital, quitação com nossos impostos, Contribuições Assistenciais e Sindicais - que tenho minhas dúvidas se devo pagar tantas contribuições do Sescon ou Sindcont.

    Vivemos de pagar as obrigações que uma empresa possui. E o que sobra para o profissional contábil que está iniciando e trabalha só?

    Não seria bom ter uma tabela com uma média ou um mínimo para preços justos de honorários?
    A OAB é um exemplo que devemos seguir.


    Acho que nossa Classe pode ser mais unida, nosso trabalho pode ser mais valorizado, melhor visto pelos clientes.

    wfreirecontabil@gmail.com

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