terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Desigualdade econômica e social entre grupos étnicos e a qualidade dos governos

Neste trabalho Andreas P. Kyriacou argumenta que o que importa na determinação da qualidade dos governos são as desigualdades entre os grupos étnicos (em uma amostra de 29 países em desenvolvimento, durante 19 anos), confirmando o "efeito nocivo", com base em seus resultados, que as diferenças sociais e econômicas entre os grupos étnicos proporciona, com relação ao grau de corrupção, a força da legislação local, bem como a independência e a efetividade da administração pública.

Uma conclusão interessante, que me levou a pensar no Brasil foi a de que:
pode ser que em sociedades com fortes desigualdades entre os grupos étnicos, os membros de grupos relativamente pobres poderão se envolver com corrupção, porque eles percebem as regras em vigor como ilegítimas. Além disso, funcionários públicos e políticos podem alocar de forma ineficiente (may misallocate) os recursos do Estado de forma impune, desde que redistribuam alguns desses recursos para grupos étnicos menos abastados. Os grupos étnicos ricos, por outro lado, tendem a "prejudicar"(undermine) as instituições do Estado para manter seus privilégios.

Dessa forma, apenas o investimento na inclusão econômica e social dos grupos menos favorecidos poderá melhorar a qualidade dos governos, promovendo dessa forma o desenvolvimento econômico dos países.

Mas será que os políticos e a sociedade de forma geral realmente querem isso?

O artigo completo pode ser acessado clicando aqui (está gratuito!!)

ATUALIZAÇÃO:
Aos interessados, estava olhando a nova edição do Journal of Public Economic Theory e encontrei mais dois artigos que têm alguma relação com o citado nesse post:
Does Inequality Foster Corruption?
Bad Apples: Political Paralysis and the Quality of Politicians



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