sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Revisando alguns conceitos iniciais de Finanças II

Esse é o terceiro post, continuando a série de posts sobre Conceitos Iniciais de Finanças, apresenta o trabalho Jensen e Meckling (1976), onde os autores utilizaram conceitos da Teoria da Agência, Teoria dos Direitos de Propriedade e Teorias de Finanças, de forma geral, para desenvolver sua Teoria de Estrutura de Propriedade.

Os dois primeiros foram: Revisando alguns conceitos iniciais de Finanças  e Eficiência do Mercado: uma revisão da teoria e dos trabalhos empíricos

A série de posts não segue uma estrutura temporal lógica. A sequência é ditada pelo que eu estou lendo no momento.

A TEORIA DA FIRMA  


 Jensen e Meckling (1976) buscaram desenvolver a sua teoria com base nas citadas no primeiro parágrafo do post, objetivando, também, trazer novos conceitos e implicações para diversas questões na literatura de finanças, incluindo a definição de empresa, a “separação entre propriedade e controle”, responsabilidade social empresarial, definição da função-objetivo das empresas, determinação da estrutura de capital ótima, teoria das organizações e outros problemas relacionados ao mercado.

Acredita-se que encontrar ou sugerir uma estrutura de capital ótima é um trabalho um tanto quanto difícil visto que cada entidade tem uma forma de atuar diferente das outras, implicando em diferentes fontes e montantes de financiamento distintos. Porém, é importante ter um modelo teórico como base.

Os autores utilizaram o termo “estrutura de propriedade” no lugar de “estrutura de capital” por aquele ser mais amplo, visto que eles incluíram uma variável da fração de capital em posse do gerente da empresa. Com isso, o valor da empresa é o seu valor de mercado (por acionistas outsiders So + insiders Si) + o valor da dívida com terceiros (B).

A leitura desse post em conjunto com o de ontem, sobre a Fraude Contábil na Olympus, é interessante para relacionar esses problemas gerados pela separação entre "propriedade e controle", informação assimétrica, gestores com mais informações do que os donos do capital, gestores tomando decisões que maximizem sua utilidade na entidade em detrimento de outros interessados que detém menos informações etc.

A principal limitação do estudo é que toda a análise dos autores foi feita como se fosse apenas uma decisão de investimento-financiamento. Porém, os autores sugerem que pesquisadores no futuro acabem com esse problema, considerando diversas decisões com o passar de um período de tempo.

Para os interessados no trabalho, segue a referência:


JENSEN, M.; MECKLING, W. Theory of the firm: managerial behavior, agency costs and ownership structure. Journal of Financial Economics. V.3, n.4, p.305-360, 1976.

Para conhecer mais sobre a Teoria da Firma ver The Nature of Firm (COASE, 1937 )

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