quarta-feira, 21 de junho de 2017

Entrevista com Fama e Stern: finanças comportamentais, precificação de ativos e muito mais

Estou fazendo uma limpeza nos meus emails e, entre várias coisas inúteis, encontrei um email de um alerta que recebo do Google sobre novos artigos (uma entrevista, na verdade) de Eugene Fama.

O artigo foi publicado no ano passado no Journal of Applied Corporate Finance e é intitulado 
O artigo trata, em suas várias seções, sobre:

  • Os Teoremas de Modigliani e Miller e estrutura de capital
  • Política tributária
  • Finanças comportamentais
  • Precificação de ativos e custo do capital
  • Futuro em business education
  • Programas de incentivo
  • O papel dos CFOs
  • Finanças hoje

Destaco aqui alguns trechos que eu achei interessantes:

  • Fama falou sobre Harry Roberts como tendo influenciado muito seu comportamento como pesquisador empírico. "Ele (Roberts) sempre acreditou que usamos os modelos apenas como uma forma de organizar nossos pensamentos - não devemos levar os modelos tão a sério."
  • "Eu sou a pessoa mais importante nas finanças comportamentais (...) Sem a Hipótese de Mercados Eficientes o pessoal de finanças comportamentais não tem nada para falar."
  • Engraçado. Eu sempre digo a mesma coisa, mas nunca vi Fama ter dito isso. Que bom que pensamos igual! "Eu sempre digo que a eficiência do mercado é um 'modelo' - isto é, uma aproximação da realidade econômica. (...) O mercado não é completamente eficiente, é claro (...)."
  • Certa vez escutei de um professor que os professores têm que decidir o que os alunos têm que estudar, que não era possível "perdermos esse poder". Fama pensa o contrário, que não devemos ter tanto poder assim e eu concordo com ele: "(...) sempre que eu faço a revisão do currículo (de um curso), eu sempre argumento pela eliminação de pré-requisitos, para dar aos alunos mais escolhas".
  • Essa daqui merece um GRANDE DESTAQUE: quando questionado o que deveria ser básico em um MBA, de pronto Fama responde: "Bem, é difícil, para mim, imaginar que alguém não precise de contabilidade. Todo mundo deveria ser alfabetizado em contabilidade; essa é a linguagem dos negócios (...)". Ele ainda cita economia, estatística e ciências comportamentais como algo básico.
  • Um pouco mais à frente, quando está falando do papel dos CFOs, ele diz: "(....) você certamente precisa de boas projeções a partir da contabilidade".






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