sexta-feira, 3 de março de 2017

[REVIEW] Superprevisores: a arte e a ciência de antecipar o futuro

Passado quase um ano da minha última review aqui no blog (A interpretação das demonstrações financeiras, por Benjamin Graham e Spencer Meredith), resolvi fazer uma nova sobre o Superprevisores. Eu adorei esse livro. De verdade!

A primeira vez que eu ouvi falar sobre isso foi quando cursei Avaliação de Empresas II, com o Professor César Tibúrcio, lá na UnB, no início de 2012. Na época, o Professor participava de alguns dos desafios do Good Judgement Open (dos autores do livro) e falou sobre o projeto. Fiquei interessado na mesma hora, mas no doutorado não nos sobra muito tempo para ler coisas divertidas... 

Ano passado, inclusive, cheguei a usar o livro para uma aula inteira, de previsão para avaliação de empresas. Para quem gostar do livro, recomendo também que assistam à série Sherlock (disponível no Netflix). Pretendo usar alguns trechos de episódios da série em minhas aulas. 

Vamos lá!


QUEM SÃO OS AUTORES


Philip Tetlock: Professor de Psicologia da Universidade da Pensilvânia (veja mais aqui e aqui).

Dan Gardner: Jornalista (veja mais aqui).


UMA VISÃO GERAL

Iniciando o livro com um aquecimento 
O livro é composto por 12 capítulos, mais 1 apêndice (que terá uma postagem exclusiva) de leitura muito agradável, nas suas (aproximadamente) 250 páginas.

Eu geralmente demoro um pouco para ler livros, porque tenho que ler várias outras coisas diferentes para as minhas disciplinas e pesquisas. Esse livro eu levei uns 2 a 3 meses para ler. Então, quem quiser otimizar a leitura, talvez possa "pular", ou ler mais rápido os primeiros 3 capítulos que falam, em geral, das pesquisas realizadas por Philip Tetlock e outros autores, como Daniel Kahneman, da área de finanças comportamentais.

Contudo, acredito que mesmo esses 3 primeiros capítulos valem a leitura. Foi no capítulo 1, especialmente, que eu lembrei de Tetlock, quando ele falou sobre "aquela do chimpanzé". Quem não conhece "aquela do chimpanzé"? Tem também "aquela do gato". A do gato você lê aqui, a do Chimpanzé você lê no livro.

No capítulo 2 os autores falam sobre o surgimento dos experimentos (as pesquisas de finanças comportamentais são baseadas em experimentos, na sua grande maioria). Os experimentos são muito questionados, principalmente, pelo pessoal mais old school de finanças. Eu, particularmente, não tenho preconceitos metodológicos e acho muito interessantes os experimentos bem realizados. 

Os autores até comentam que "não existe perfeição no nosso mundo caótico", mas isso é melhor do que "sabichões coçando o queixo". Essa parte, especialmente, me lembrou um Congresso USP de Contabilidade quando Vinícius Martins (coautor do blog) estava apresentando um artigo e uma pessoa da plateia (estilo "sabichão coçando o queixo") ficava repetindo: eu acho que tem alguma coisa errada aí. Mas nunca dizia o que estava errado... Congressos são divertidos por coisas como essas.

O livro me lembrou muito a medicina também. Eu gosto muito do ensino da medicina, usando PBL e metodologias ativas em boa parte do curso. Mas existe uma coisa que eu não gosto e que os autores também criticam: a ausência de dúvida e de rigor científico tornou a medicina pouco científica e a estagnou por muito tempo. Os cursos de medicina deveriam enfatizar mais metodologias científicas, testes de hipóteses, experimentos e coisas do tipo. Eles dizem que durante muito tempo os médicos faziam a mesma coisa que faziam há tempos, porque era aquilo que sempre fizeram e seu juízo de valor era a única coisa que importava. Eles denominaram isso de "complexo de Deus".

Eu tive um médico que tinha um certo complexo de Deus. Ele passou quase 7 meses me tratando para uma coisa que depois eu descobri que não era. Perdi 7 meses, um bom dinheiro com remédios e ele ainda não aceitou que estava errado. Dois outros médicos, sem complexo de Deus, fizeram alguns testes e indicaram um outro tratamento, totalmente diferente do primeiro. Isso também foi denominado de "perspectiva ponta-do-seu-nariz", porque o médico nunca duvidou das suas convicções. Nós que trabalhamos com projeções, valuation e coisas do tipo devemos sempre duvidar das nossas convicções.


Entrando nas profundezas do mundo superprevisor
Em geral, esses primeiros capítulos são assim mesmo. São mais uma introdução às previsões, aos superprevisores e as suas características.

Nos capítulos que seguem os autores entram nas especificidades: o que são os superprevisores? Eles são muito inteligentes? Eles são muito bons com números? Eles são muito viciados em notícias? etc.

O capítulo que eu mais gostei foi o 5º, que fala de fermização de problemas. Eu já usava a fermização há muitos anos e não sabia.

Uma vez, quando era estagiário de uma cooperativa de crédito, uma das contadoras estava fazendo aniversário. Eu, ingenuamente, perguntei a sua idade. Ela, obviamente (como boa parte das mulheres - não sei bem o porquê) não quis dizer. Minha atitude, espontaneamente e sem pensar muito foi: 1) acessar o seu currículo Lattes e 2) ver em que ano ela entrou na Faculdade.

Normalmente, as pessoas entram na Faculdade com 18, 19, ou 20 anos. Ela era uma moça inteligente, não tinha uma família pobre, então eu assumi que ela havia conseguido entrar na Faculdade na primeira tentativa, com 18 anos. A partir daí, foi só verificar quantos anos se passaram do ingresso na Faculdade, até aquele dia de aniversário e somar aos 18 anos iniciais. 

Acertei em cheio. Mas ela não pareceu gostar muito da minha descoberta. Ela aparentava ser mais nova, inclusive. Fiz a mesma coisa com uma colega de trabalho mais recentemente e ela também não pareceu gostar muito. Tem coisas que não conseguimos entender.

Sherlock Holmes usa a mesma técnica. Ele pega problemas grandes, aparentemente sem solução, e transforma em vários problemas menores, mas que podem ser mais facilmente resolvidos. As pessoas na série não gostam muito quando ele deduz, por exemplo, que dois colegas de trabalho, um dos dois era casado, aproveitaram a viagem da esposa para passar a noite juntos.

No livro, eles usam como exemplo algumas questões clássicas (enigmas de Fermi), como "Quantos afinadores de piano existem em Chicago?"

Ainda no capítulo 5, os autores mostram que os superprevisores são realmente pessoas inteligentes, mas nada de extraordinário (não chegam nem a ser "gênios") e que a inteligência ajuda nas previsões, mas só até certo ponto.

A questão da "visão de fora" e "visão de dentro" também é explorada no capítulo 5. Sherlock conta com a ajuda de Watson para a visão de fora. Isso é muito importante para a previsão (dedução, no caso deles).

Sobre ser quant ou não: os superprevisores são bons de contas. Mas isso também não é tudo. Eles pensam "probabilisticamente" e são menos voltados para acreditar em destino. Isso talvez seja mais decisivo do que ser bom com número. O capítulo 7 trata disso. É um capítulo mais monótono, mas também é importante.

O capítulo 8 traz evidências de que os superprevisores nunca estão prontos. Eles sempre estão melhorando as suas habilidades de previsão, por isso o título do capítulo é "Beta perpétuo". As versões beta de softwares são versões ainda inacabadas. Esses são os superprevisores.

No final do capítulo 8 (p. 185), os autores fazem um apanhado das características dos superprevisores:
A) Do ponto de vista filosófico:  cautelosos, humildes, não deterministas ("o que acontece não está destinado a acontecer e não tem de acontecer, necessariamente");
B) Sobre suas capacidades e estilo de pensar:  mente ativamente aberta ("crenças são hipóteses a serem testadas, não tesouros a serem protegidos"), têm necessidade de cognição ("intelectualmente curiosos, apreciam enigmas e desafios intelectuais"),  reflexivos e matematicamente dotados;
 C) Sobre os métodos de previsão: pragmáticos ("não se prendem a ideias ou interesses pessoais"), analíticos, olhos de libélula ("valorizam visões diversificadas e sintetizam numa visão própria"), probabilísticos ("emitem juízo usando muitos graus de talvez"), atualizadores ponderados ("quando os fatos mudam, eles mudam de opinião"), bons psicólogos intuitivos; e
D) Sobre a ética de trabalho: atitude mental de crescimento determinados.
Finalizando os comentários sobre o capítulo 8, é importante destacar que esses atributos têm importâncias diferentes, sendo o "beta perpétuo" o atributo mais importante. Os autores ainda dizem que "nem todo superprevisor dispõe de todos os atributos" e que a "superprevisão parece ser aproximadamente 75% transpiração e 25% inspiração" (p.187).

Veja um post específico sobre o beta perpétuo clicando aqui.


Melhorando as previsões e finalizando os trabalhos
Os últimos capítulos tratam de algumas coisas específicas que podem melhorar as previsões e alguns questionamentos relativos aos superprevisores.

O capítulo 9 trata da importância de se trabalhar em equipes para melhorar as previsões. Algumas estatísticas do capítulo, para que vocês tenham curiosidade de buscar os porquês: a) em 1 ano, as equipes eram 23% mais precisas do que os indivíduos; e b) quando um superprevisor era incluído em uma equipe de superprevisores, ele conseguia melhorar a acurácia de suas previsões em 50%.

Agora chegamos ao capítulo que eu não fiz nenhuma anotação: o dilema do líder (capítulo 10). Só sublinhei uma frase de George Soros, que está nos trechos em destaque. Para não dizer que não anotei nada, fiz a seguinte anotação: o pior capítulo do livro.

Depois disso tudo, podemos nos questionar: eles são mesmos tão super assim? Esse é o título do capítulo 11, que começa a dar um fechamento no livro, que podemos encontrar no capítulo 12 que até cita o caso daquela analista do Santander que nos alertou sobre os problemas que seriam trazidos pela reeleição de Dilma Rouseff (clique aqui, caso não conheça).


TRECHOS DE DESTAQUE

Eu fiz muitas anotações durante a leitura desse livro. Tentei selecionar algumas mais importantes para comentar aqui. Foi difícil demais, mas vamos lá.

O primeiro trecho que quero destacar é algo que vemos toda hora em artigos e em congressos, e em investimentos - o viés de confirmação. Todos nós estamos sujeitos a isso e eu, após a leitura do livro, estou tentando controlar mais esse problema (p.45):
(...) Raramente procuramos uma evidência que contradiga nossa explicação inicial, e quando essa evidência é esfregada em nossa cara, nos tornamos céticos motivados - encontrar motivos, por mais débeis que sejam, para menosprezá-la ou descartá-la inteiramente. (...)

Como pensar, é mais importante do que pensar! Eu lembrei muito quando eu trabalhava em uma empresa e, questionando algumas coisas dos gerentes (que sabiam que tinha algo estranho), um deles me falou: talvez você esteja fazendo a pergunta errada. Eu estava pensando muito sobre aquele caso, mas, talvez eu não estivesse pensando de forma correta. Na página 72 os autores falam sobre isso:

Então por que um grupo se saiu melhor do que o outro? Não foi porque os seus integrantes tinham doutorado ou acesso a informações confidenciais. Tampouco foi devido ao que pensavam (...) O fator crítico foi como pensavam.
Ainda sobre isso, na página 73 (essa frase é muito legal - eu já tinha visto algumas variações):

 (...) A raposa sabe muitas coisas, o porco-espinho sabe apenas uma, mas muito importante (...).
Usando o conceito de sabedoria das multidões, os autores falam sobre algo que nós de Finanças já conhecemos bem: a hipótese de que os mercados são eficientes e que é quase impossível bater o mercado constantemente, além de me lembrar daqueles analistas que todo ano dizem que uma bolha vai estourar... (p. 76):

(...) Agregar o parecer de muitos supera de forma persistente a precisão do participante médio do grupo (...) palpites na mosca normalmente dizem mais sobre o poder do acaso - chimpanzés que atiram um monte de dardos ocasionalmente vão acertar o alvo - do que sobre a habilidade do adivinhador. (...) Haverá indivíduos que superam o grupo a cada repetição, mas a tendência é que sejam indivíduos diferentes. Superar a média constantemente exige rara habilidade.
Ainda sobre a sabedoria das multidões, é importante que fiquemos de olho em outras opiniões. Eu, por exemplo, gosto de conversar com outras pessoas sobre as empresas nas quais eu pretendo investir, gosto de ler relatórios de analistas (com parcimônia), porém devemos fazer isso com cuidado (p.77):

(...) Agregar os pareceres de muitas pessoas que não sabem de nada produz um monte de nada. (...).
Alguns artigos sobre a sabedoria das multidões, para os mais interessados no tema: Prediction Markets and the Financial" Wisdom of Crowds" (RAY, 2006), The vicarious wisdom of crowds: Toward a behavioral perspective on investor reactions to acquisition announcements (SCHIJVEN; HITT, 2012) e Distilling the wisdom of crowds: Prediction markets versus prediction polls (ATANASOV et al, 2016).

 Já comentei na visão geral lá de cima sobre a visão de fora (taxa-base) e a visão de dentro. Na página 118 os autores dizem que os superprevisores se preocupam, inicialmente, com a visão de fora - mais geral. Para saber, por exemplo, qual seria a probabilidade dos Rezentti terem um bicho de estimação, um superprevisor descobriria primeiro "qual é a porcentagem de famílias americanas que têm um bicho de estimação". 

Após saber que "62% dos lares americanos têm bichos de estimação", os superprevisores (p.119) apelariam para a visão de dentro, com mais detalhes específicos sobre a família Renzetti:

É natural recorrer à visão de dentro. Ela em geral é concreta e cheia de detalhes envolventes que podemos usar para elaborar uma história sobre o que está acontecendo. A visão de fora é tipicamente abstrata, básica e não se presta tão facilmente à construção de uma narrativa. Assim, mesmo pessoas inteligentes e talentosas rotineiramente deixam de considerar a visão de fora (...).
Esse trecho aqui dispensa qualquer comentário adicional (p.127):
Para superprevisores, crenças são hipóteses a serem testadas, não tesouros a serem guardados. Seria fácil reduzir a supeprevisão a um adesivo de para-choque e se eu tivesse que fazer isso, esse seria o slogan.
O capítulo 7 ("Superviciados-em-notícias?") inicia com um "passo a passo" sobre como iniciar as previsões. Destaquei aqui até para servir de lembrete para mim, no futuro: 1) Decompor a questão em partes menores; 2) delineie o que você conhece e o que você não conhece, e não deixe de examinar nada; 3) use a visão de fora e coloque o problema numa perspectiva comparativa que minimize o seu caráter único; 4) trate o problema como um caso especial de um classe mais ampla de fenômenos; 5) use a visão de dentro, que enfatiza o caráter único do problema; 6) explore as similaridades e diferenças entre o seu ponto de vista e o de outrem; 7) sintetize todos os pontos de vista em apenas um; e 8) expresse o seu juízo da forma mais precisa que puder, usando uma escala de probabilidades de ajuste fino (p.151).

E não se esqueçam de atualizar as previsões quando existirem novos fatos relevantes!
Previsões não são como bilhetes de loteria que você compra e guarda até a hora do sorteio. São como juízos que estão baseados em informações disponíveis e que devem ser atualizados à luz da informação cambiante (...).
Uma dica que o livro traz, de um dos superprevisores (Devyn Duffy) é usar os alertas do Google. Eu uso isso com as empresas que eu invisto e com alguns temas de pesquisa. Eles são realmente muito úteis. Devyn (p.153) diz: quando os fatos mudam, eu mudo de opinião. Mudar de opinião não é feio!

Com relação às atualizações das previsões e a "proficiência com números" dos superprevisores (p.168):
(...) o que interessa, muito mais do que o Teorema de Bayes, é a percepção central de Bayes de gradualmente chegar mais perto da verdade fazendo constantes atualizações proporcionais ao peso da evidência (...) [Tim] Minto é um Bayseano que não usa o Teorema de Bayes. Essa descrição paradoxal se aplica à maioria dos superprevisores.

Essa frase, do capítulo "Beta perpétuo" dispensa comentários (p.172):
Para ser um previsor de primeira, uma atitude mental de crescimento é essencial. (...) 'Quando os fatos mudam, eu mudo de opinião'.

Essa aqui complementa a frase anterior (p.174):
Aprendemos novas habilidade fazendo. Melhoramos essa habilidade fazendo mais (...).

O Professor Damodaran sempre fala isso sobre como aprender a avaliar empresas. Só se aprende fazendo várias e várias, errando e confirmando as hipóteses com os novos números.

Eu realmente odiei o capítulo 10 (O dilema do líder). Não sei se eu estava com sono, no avião, ou algo do tipo. Porém eu realmente não gostei. Mas tem uma frase legal de George Soros que vale à pena compartilhar (até coloquei ela no primeiro slide da minha primeira aula do mestrado): nada como o perigo para fazer a mente se concentrar (p. 220).

No capítulo 12 (E agora?), os autores relembrar o caso da analista do Santander que nos alertou sobre os riscos da reeleição de Dilma. Sobre a demissão da analista (p.246):
(...) no Brasil não é bom para um banco estar em maus termos com potenciais futuros presidentes. Se a previsão da analista era precisa não fazia a menor diferença.
Nesse trecho (p.251), a seguir, eu lembrei muito do meu grande Professor Paulo Cavalcante (um dos melhores, se não for o melhor, Professor que eu conheço):
(...) 'Nem tudo o que conta pode ser contado', diz uma famosa máxima, 'e nem tudo o que pode ser contado, conta'. Nesta época de computadores e algoritmos, alguns cientistas sociais esqueceram disso. (...)
O Professor Paulo sempre nos alerta sobre isso. Às vezes acabamos focando demais em métodos quantitativos, em contabilidade, finanças e, especificamente, em valuation. Assim, na página seguinte (p. 252), os autores complementam o que foi dito acima:
(...) Os verdadeiramente proficientes com números sabem que eles são ferramentas, nada mais que isso (...)
Quem aqui já teve aquele amigo, colega de trabalho, colega de sala, parente etc muito, muito, muito superficial, com pouco ou nenhum conteúdo, mas que conseguia atenção porque fala alto e bonito? kkkkk. Eu conheço vários assim e nossos políticos são um bom exemplo.

Devemos ter muito cuidado com isso quando formos nos atualizar para as nossas previsões. E é basicamente assim que o livro acaba (p. 260):
(...) Infelizmente, em ruidosas arenas públicas, as vozes estridentes dominam os debates, e o interesse delas na colaboração adversarial é zero. (...) Suas vozes se fazem ouvir na maior parte do tempo porque falam mais alto e a mídia premia pessoas que gritam em megafones (...).
Cuidado com isso!


NÍVEL DE PROFUNDIDADE/ACESSIBILIDADE

O livro tem uma leitura muito fácil e agradável, apesar de alguns "excessos" de termos técnicos que são explicados em notas/referências, porém nada que atrapalhe muito - pelo menos não me atrapalhou. Como tem um autor mais "técnico" e o outro mais "jornalístico", o entendimento do conteúdo não é um problema e o livro não é chato. Pelo contrário, é muito legal!

Também não espere muita profundida, contudo as referências básicas são citadas para quem quiser se aprofundar em algum tópico.

Por exemplo, Kahneman é citado toda hora, mas os seus artigos podem ser lidos separadamente.


A QUEM É INDICADO?

Eu indico esse livro para todos os "tipos" de pessoas. Para o profissionais de finanças isso é leitura básica!

Para os cientistas políticos isso também é básico (tem um amigo meu, geógrafo, que gosta de fazer previsões sobre alguns eventos políticos que deve ler também).

Médicos? Com certeza! Tanto para evitarem o complexo de Deus, quanto para trabalhar em suas habilidades de fornecer diagnósticos. Aquele meu médico que eu citei deve ler isso - é uma pena que não chegará até ele. Na época em que eu me consultei com ele, eu estava lendo Desafio aos Deuses (talvez eu faça uma review no futuro) e até conversamos um pouco sobre o livro. Por azar meu, e de seus pacientes, só comecei a ler esse livro bem depois.


VALE À PENA?

Acho que já deixei claro que vale muito à pena. Vão em frente, nem é caro!

7 comentários:

  1. " Tem coisas que não conseguimos entender."
    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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    1. Eu não sei pq as mulheres se incomodam tanto quando descobrimos sua idade kkkk

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  2. Parabéns pelo review.
    Gostei da leitura e tenho certeza que gostarei do livro.

    Abs

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    1. Obrigado, Johnny. Compartilha sua opinião conosco, quando finalizar a leitura. Valeu!

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  3. Show! Adorei o review! Amo Sherlock <3 fiquei curiosa e vou adquirir o livro... Ah, nem toda mulher se importa em dizer a idade kkkk

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    1. Obrigado, Lilian! Acho que não se arrependerá de ler o livro.

      P.s.: seu nome é Holmes de verdade? Kkkk

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  4. Também não entendo essa mania das pessoas tentarem esconder sua idade.

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