terça-feira, 31 de janeiro de 2017

[Evento] Experiências e Reflexões sobre o Ensino da Contabilidade

No dia 11 de fevereiro eu falarei um pouco sobre algumas experiências em busca de um ensino mais ativo nos cursos de Contabilidade. Após a minha participação, o Professor Shslayder Lira dos Santos continuará o evento.

As informações estão no banner abaixo.

Clique na imagem para ampliá-la

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Como transformar uma variável não numérica (string) em numérica no Stata

Uma amiga e leitora do blog me pediu para ajudar com uns dados de seu novo artigo.

O primeiro problema que encontramos foi o seguinte:


A variável "independente" estava vermelha. Nós odiamos quando isso acontece!

Isso pode ocorrer por dois motivos, basicamente: (a) você errou na sua planilha e incluiu variáveis não numéricas (string); ou (b) houve um erro na importação dos dados.

Percebam que há duas colunas com variáveis em vermelho. A primeira está em vermelho de forma intencional, porque são países. Temos como resolver isso de outra forma, que não é objetivo deste post.

A segunda coluna que está em vermelho é o que nos interessa, pois não tem como rodar a regressão com essa variável string.

Outra forma de verificar a sua base de dados antes de realizar os seus testes é com o comando describe - simplesmente isso, não precisa inserir as variáveis:


A variável que está armazenada como "str24" é a que teremos que transformar em variável numérica.

Existem algumas formas de se transformar as variáveis, porém a que serviu para este caso foi a seguinte:

gen ind2 = real(independente)

Em que "gen" é o comando para gerar uma nova variável, "ind2" é o nome dessa nova variável que eu estou criando, "real" é o comando para usar o tipo real da variável e "independente" é o nome da variável que eu estou transformando.

O resultado foi o seguinte:



Problema resolvido. Após isso já é possível rodar os testes que quiser.

Para acessar todos os posts sobre o Stata, clique aqui.

Os posts sobre métodos quantitativos estão aqui.

Atenção aos detalhes: entrevista com o presidente da GP

Antônio Bonchristiano, da GP (private equity listado na bolsa), falou um pouco sobre os investimentos da sua empresas. Clique aqui para ter acesso ao vídeo da entrevista completa.

Uma das partes mais interessantes é quando ele fala sobre o comércio eletrônico no Brasil (B2W e Magazine Luiza). Ele enfatiza muito a questão da tese de investimento, porém fala que alguns investimentos não precisam exatamente de uma tese, precisa de uma análise de valor x preço.

Ele ainda fala da Petrobrás, investimento em private equity versus investimento em ações na bolsa etc.

Mais uma ótima entrevista do programa.

sábado, 28 de janeiro de 2017

As 5 piores histórias de Eike Batista

Neste vídeo do Infomoney TV vocês podem conhecer um pouco sobre o porquê da nossa perseguição ao cara.

Eleições Presidenciais e o Comportamento da Bovespa

Em o “Comportamento do Volume de Negociações e do Risco de Mercado antes e após os Resultados das Eleições Presidenciais em 2014: um Estudo com Empresas Brasileiras de Capital Aberto”, Alexander da Silva, Josilene da Silva Barbosa e Flávio Ribeiro analisaram o efeito do resultado das eleições presidenciais em 2014 no risco de mercado medido em função do volume de títulos negociados pelas empresas brasileiras listadas na BM&FBOVESPA. 

Os autores mostraram que, em períodos de instabilidade política, o comportamento do mercado pode se alterar e que ao prever esse tipo de alteração no mercado os investidores poderão se prevenir tomando decisões que consideram esse tipo de evento.

O artigo completo poderá ser acessado no link abaixo:

A RECFin atualmente está classificada como B3 no Qualis de Administração, Ciências Contábeis e Turismo e aceita novas submissões de artigos continuamente.






quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Valor do dinheiro no tempo (Parte 1)

Aqui estão os slides que serão utilizados na primeira aula sobre valor do dinheiro no tempo, para a disciplina de Finanças I (Administração Financeira), em Ciências Contábeis.


Slides da recepção aos feras: pesquisa e extensão no DFC/UFPB

Aqui estão os slides utilizados na recepção dos feras de Contabilidade, do semestre 2016.2.

Nesta palestra eu falei sobre projetos de pesquisa e extensão ligados ao Departamento de Finanças e Contabilidade da UFPB.

 

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Inglês, mestrado e doutorado podem aumentar o salário de diretores, gerentes etc

Isso não deveria ser nenhuma novidade, mas revisando os meus links salvos no facebook, encontrei isso e resolvi compartilhar com vocês (aqui a fonte completa):
Um título de mestre ou doutor pode significar alguns milhares de reais a mais no salário de diretores e gerentes, segundo pesquisa divulgada pela Catho. Um diploma de pós-graduação, por exemplo, pode resultar em vencimentos 22% maiores para cargos de diretoria, independentemente da área de atuação. A fluência em inglês também tem peso considerável na remuneração, segundo o mesmo levantamento. Coordenadores que dominam o idioma chegam a ganhar até 62% a mais do que colegas da mesma cadeira. 
Aqui tem algumas dicas de canais no YouTube para aprender inglês.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Captação de recursos (capital próprio) - Slides da aula

Aqui estão os slides que serão utilizados nas duas aulas teóricas de captação de recursos com capital próprio, antes das aulas em que discutiremos estudos de caso.

Os alunos devem levar impresso ou em seus aparelhos eletrônicos os arquivos do IPO da SER EDUCACIONAL, que estão no SIGAA.

Objetivo da aula: apresentar o processo para emissão de ações, bem como as vantagens e desvantagens.

Conteúdo: Fontes de financiamento com capital próprio; IPO; e SEO.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Material das primeiras aulas de Administração Financeira

Aqui estão os slides utilizados nas primeiras aulas de Administração Financeira: apresentação do plano de ensino; por que estudar finanças? e introdução aos clássicos são os pontos abordados nesses slides.


Divulgação de informações no Twitter pelas empresas brasileiras

A utilização das redes sociais pelas empresas para divulgar informações financeiras (ou não financeiras) e as implicações disso, ainda é um tema ainda pouco estudado no mundo inteiro.

Quem não lembra de como Eike Batista usava suas redes sociais para fazer propaganda sobre os negócios das empresas? Quem não lembra do que aconteceu com as empresas do grupo controlado por ele? 

Assim, aproveitando a lacuna existente nessa área, Sandriele Leite Mota e Suelem Katherinne de Macedo Pinto escreveram “A Utilização do Twitter na Análise do Disclosure Voluntário das Empresas Brasileiras com Níveis Diferenciados de Governança Corporativa”, avaliando o nível de disclosure no Twitter, especificamente, das companhias brasileiras de capital aberto.

Além do tema ser interessante, os achados da pesquisa divergiram do que foi encontrado em outros trabalhos, abrindo espaço para mais pesquisas nesta área com metodologias distintas, de modo a entender melhor o funcionamento e as implicações desse tipo de divulgação.

O artigo completo poderá ser acessado no link abaixo:

http://periodicos.ufpb.br/index.php/recfin/article/view/30647/16918

A RECFin atualmente está classificada como B3 no Qualis de Administração, Ciências Contábeis e Turismo.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Investidor anjo e Caso da Alliar

Amanhã, na aula de Finanças III, antes de iniciar a minha parte da aula (cujos slides divulgarei em breve), teremos uma miniprova baseada no Caso do IPO da Alliar (que está no Sigaa) e nos vídeos abaixo.

Leiam o Caso e assistam aos vídeos com bastante atenção!


Existe governança corporativa sem voto à distância?

Desde que comecei a investir no mercado de capitais, passei a me questionar sobre o porquê de não podermos votar à distância nas assembleias ordinárias e assembleias extraordinárias das empresas.

Quando Leonardo Pereira assumiu a Presidência da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), em 2012, eu comecei a acreditar que esse problema poderia deixar de ser um tabu aqui no Brasil (leia sobre isso aqui). Pouco foi feito por parte das empresas, porém a CVM lançou a Instrução CVM 561/15, trazendo a possibilidade de votação e participação à distância.

Não faz sentido, para nós, investidores minoritários (a.k.a. "minoriotários" para alguns), viajarmos longas distâncias para participarmos de assembleias e darmos o nosso voto. Isso pode ser feito à distância! As empresas gostam quando compramos as suas ações, sentados em frente aos nossos computadores, ou com os nossos celulares? Sim.

Por que não aceitar o voto à distância? Será que a governança corporativa só é boa para publicar as informações nos jornais e para responder aos questionamentos e receber os votos de quem tem muitas ações (fazendo valer à pena a viagem)?

Nesse sentido, fiquei muito feliz quando recebi, no dia 16/01/2017, um aviso do departamento de relações com investidores (DRI) da Magazine Luiza (#MGLU3). Parabéns ao DRI da Magazine!

P.s.: Gustavo Inubia (que comentou aqui nesse post - cliquem em seu perfil, para ter acesso ao seu blog) alertou sobre a obrigatoriedade para algumas empresas a partir de 2017. A Magazine Luiza se enquadra nisso. Obrigado, Gustavo!

Segue um resumo do aviso aos acionistas:

AVISO AOS ACIONISTAS
Voto à Distância
MAGAZINE LUIZA S.A (“Companhia”) vem informar que adotará o sistema de votação a distância para a assembleia geral ordinária a ser realizada no dia 20 de abril de 2017, na sede da Companhia, nos termos do art. 21-A da Instrução CVM nº 481/2009, alterada pela Instrução CVM nº 561/2015 (“IN/CVM 481”) .
A adoção do voto a distância visa promover e ampliar a participação de investidores nas principais deliberações das assembleias gerais da Companhia, bem como reforçar o compromisso da Companhia com as melhores práticas de governança corporativa.
A Companhia disponibilizará as orientações aos acionistas para o uso do mecanismo de voto a distância, oportunamente, quando da divulgação do material de convocação da assembleia.
A equipe de Relações com Investidores permanece à disposição para quaisquer esclarecimentos adicionais. 

Recorte do aviso aos acionistas sobre a adoção do sistema de votação à distância para Assembleias Gerais

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Materiais da primeira aula de Finanças III

Mais um semestre iniciando. Espero que os meus alunos estejam tão ansiosos quanto eu (hehehehe).

Seguem os slides que utilizarei para a primeira aula. Os textos que discutiremos poderão ser acessados clicando aqui.


segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Tutorial: Regressão Quantilica no Stata (script e vídeo)

Nesse post e vídeo (o link está no final) eu mostro o básico da regressão quantílica no Stata. Estou supondo que você já tem o programa instalado no seu Stata. Caso não tenha, recomendo que leia o post "Como instalar um programa (.ado) no Stata que não está na SSC?", em que eu mostro como instalar os programas quando estão e quando não estão na SSC.

Eu não explicarei a matemática, nem o funcionamento geral da metodologia. Me limitarei a apresentar o passo a passo básico do Stata. Para entender a metodologia, recomendo que leiam o artigo original de Koenker e Basset (1978).

Para ver exemplos de algumas aplicações de utilização da metodologia, faço a propaganda de dois artigos meus, junto com meus coautores:
Avaliando Modelos Lineares de Value Relevance: Eles Captam o que Deveriam Captar?
O Estilo da Auditoria Afeta a Qualidade da Informação Contábil no Brasil?

O QUE É A REGRESSÃO QUANTÍLICA (RQ)

Resumidamente, é uma regressão parecida com a que nós costumamos usar (OLS, ou MQO), porém no lugar de ter como base a média condicional de uma variável dependente, dadas as variáveis independentes, a RQ não se baseia na média, mas em vários quantis.

Por que eu destaquei "média"? Em contabilidade e finanças nós temos muitos outliers e heterogeneidade alta, com muita frequência. Isso é bom, teoricamente, porque nos permite analisar casos específicos e efeitos diferentes. Porém empiricamente é ruim, porque atrapalha as nossas estimações.

Dessa forma, se eu tenho muito problema com outliers, eu posso utilizar a regressão quantílica na mediana, visto que a média é mais sensível aos outliers do que a mediana (OLS é baseado na média, então...).

Todavia, o uso para conter os efeitos dos outliers não é o mais bonito da regressão quantílica. Nos dois links dos meus artigos, que eu listei no início do post, nós apresentamos várias vantagens para o uso desse tipo de estimação. 

Mas enfatizo que para estudar sobre o assunto, a leitura é a fonte primária (Roger Koenker também tem livro sobre o assunto) ou outros autores e fontes especializados em econometria, como o livro básico de Brooks, que também fala da RQ, os artigos do Professor Luiz Renato Lima, entre outras fontes mais adequadas para isso do que meus artigos de contabilidade.

Segue um resumo do que colocamos nos artigos:
1.A regressão quantílica alivia alguns dos nossos problemas empíricos comuns em contabilidade:
(a) É menos sensível aos outliers – isso foi muito importante para o nosso artigo de qualidade da informação e auditoria porque quisemos ver os efeitos NOS outliers, que são as empresas extremas, com pouquíssimos e com muitos accruals anormais; 
(b) Podemos explorar muito melhor a heterogeneidade dos dados, pois a RQ evita a restrição de que os erros têm que ser identicamente distribuídos em toda a distribuição, ou seja, homocedásticos, permitindo-nos explorar a heterogeneidade das empresas; e 
(c) A RQ é robusta inclusive para distribuições com caudas muito pesadas e "não normais". É semiparamétrica.
2. A RQ é uma extensão dos modelos baseados na média condicional (eg OLS), servindo como um conjunto de modelos baseados no quantil condicional, permitindo analisar a distribuição toda e não focar apenas na média condicional.
3. Com essa metodologia, nós não precisamos quebrar a amostra simplesmente em subamostras, aumentando o viés de seleção amostral, mas usamos toda a amostra para estimar cada quantil. 
No caso do artigo de auditoria e qualidade da informação contábil, isso foi importante porque queríamos avaliar o efeito da orientação do auditor na qualidade da informação contábil reportada, tanto para empresas com alto, com baixo e com médio/mediano nível de qualidade informacional.
Se não fosse pela RQ, teríamos duas saídas: (a) quebrar a amostra em várias, aumentando o viés de seleção amostral e reduzindo o poder de teste (pela redução dos graus de liberdade), ou (b) usar variáveis dummies interagindo com as minhas variáveis de interesse, o que também reduziria o poder de teste (pelo aumento de regressores e redução dos graus de liberdade), além de que... trabalhar com muitas dummies e interação é muito chato - sempre aumenta o grau de multicolinearidade. 
4. Não precisamos perder informações utilizando tratamento de dados como winsorização e scale (ponderamento das variáveis). Como eu disse, outliers e heterogeneidade são bons para a RQ.

Nas considerações finais deste artigo nós deixamos outras ideias de aplicação da RQ, para quem tiver interesse.


COMO ESTIMAR A REGRESSÃO QUANTÍLICA NO STATA - Tutorial básico

Agora que já apresentei uma overview sobre o método, vamos ver como fazer isso no Stata (o GRETL também faz o mesmo trabalho, mas tenho preferido o Stata).

Como eu já apresentei dois artigos meus, com dados reais e do Brasil, vou fazer um exemplo com dados do próprio Stata (base 1978 automobile data). Didaticamente ficará melhor de entender para a maioria das pessoas.

Existem algumas formas diferentes de se estimar uma RQ no Stata. Para estimar apenas uma regressão quantílica, devemo usar o comando qreg. Se não definirmos o quantil, por padrão ele usa a mediana. 

Vamos aos comandos básicos e resumidos. No meu do-file (script), que você pode encontrar clicando aquieu comento cada comando e ainda apresento detalhes adicionais.

A) Estimação da RQ na mediana: qreg "Variável dependente" "variáveis independentes"
Exemplo: qreg mpg price rep78 foreign
B) Estimação da RQ em um quantil definido por vocêsqreg "Variável dependente" "variáveis independentes", quantile(."número do quantil")
Exemplo: qreg mpg price rep78 foreign, quantile(.10)
C) RQ simultânea: sqreg "Variável dependente" "variáveis independentes", quantile(."número do quantil" ."número do quantil" ."número do quantil")
Você pode inserir quantos quantis quiser estimar. Essa metodologia não usa a estimação original de Koenker, mas usar os erros padrão em bootstrap.
Exemplo: sqreg mpg price rep78 foreign, quantile(.10 .30 .50 .70 .90)
D) Após estimar uma regressão quantílica, você pode rodar o gráficogrqreg "Variável que quero gráfico", "opções que quiser inserir"
Exemplo: grqreg rep78, ci ols olsci qstep(.05)
Caso queira o gráfico de todas as variáveis de uma só vez, basta retirar a variável que você quer do comando - rep78, nesse caso, deveria ser retirada. Assim o programa criará o gráfico de todas as variáveis.
C) Para testar estatisticamente as diferenças entre os quantis, pode-se usar o teste de Wald: test [q"Número do quantil"]"Nome da variável"=[q"Número do quantil"]"Nome da variável"
Exemplo: test [q10]rep78=[q50]rep78=[q90]rep78

Lembrando que no do-file existem mais comandos e cada um desses está explicado da melhor forma que eu consegui, inclusive com interpretação das estatísticas. Clique aqui para acessá-lo.

Para quem preferir, abaixo está o vídeo-tutorial:

sábado, 14 de janeiro de 2017

O "valor justo" é "justo"?

Em "A (In?) Justiça do Valor Justo: SFAS 157, Irving Fisher e GECON", Paulo Roberto Barbosa Lustosa analisou a adequação dos conceitos de mensuração presentes no Statement of Financial Accounting Standards number 157.

Apesar da intenção “filosófica” por trás do uso do adjetivo “justo”, pelo FASB, o autor demonstra, após discutir sobre contabilidade econômica e mensuração contábil, que não se pode garantir a justiça em todas as mensurações a valor justo.

Este é um bom artigo para se ler e discutir sobre teoria e mensuração contábil com alunos, Professores e demais interessados no tema.


A versão em inglês poderá ser acessada aqui: http://periodicos.ufpb.br/index.…/…/article/view/32293/16915

A RECFin está classificada como B3 no Qualis CAPES e aceita submissões de artigos de modo ininterrupto.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Processo de falência do Hopi Hari é extinto

Ano passado o Hopi Hari entrou com um processo de recuperação judicial e hoje teve o processo de falência requerido pela Unialimentar Comércio e Serviços de Alimentos Ltda extinto. Eu não acompanhei o caso do começo ao fim, então não sei bem o que aconteceu no meio termo, porém essa é uma boa notícia, aparentemente, porque aqui no Brasil a recuperação judicial não tem recuperado muita coisa. 

Eu acompanho todos os dias o movimento falimentar publicado no Valor. Às vezes nem leio o jornal, mas o movimento falimentar eu leio. Tentarei ficar de olho em mais novidades sobre esse caso. 

Eu gosto de parques...

Espero que eles se recuperem (alguns planos para isso) de fato e paguem ao BNDES. Não queremos mais uma empresa destruindo o nosso dinheiro.

P.s.: o site de relações com investidores deles é um dos piores que eu já vi em toda a minha vida. Isso, talvez, represente um pouco da mentalidade antiga da empresa e isso talvez ajude a explicar um pouco o porquê de eles terem ido à recuperação judicial.

Até à CVM eles ficaram devendo, inclusive.

É possível morrer e reviver na bolsa?

Nessa entrevista do Foras da Curva, Guilherme Aché, conta como "quebrou" na bolsa e, pela entrevista, dá para saber como ele ressurgiu.

O cara é um seguidor da filosofia do Value Investing e abomina os trades (veja essa entrevista com Luiz Barsi, sobre análise técnica). 

Lá pelos 17 minutos Aché fala sobre dois cases: Equatorial e Imaginarium. 



A Equatorial já é uma empresa de capital aberto, enquanto que a Imaginarium não (ele investiu nela por meio de um fundo de private equity). Olhem só a ideia de longo prazo de um investidor de valor: ela está encarteirada há 10 anos!

Olha só a evolução no preço da ação:

Retirado do Fundamentus

A Imaginarium ainda não tem capital aberto - nem sei se seria atrativa para tanto - mas é uma loja que vende muito bem (e bem caro).

Quando fala da Petrobras, Aché toca mais uma vez na "convicção" dos investidores. Isso é muito importante. Eu tenho convicção na maioria das minhas escolhas, mas tem algumas (#MAGLU3, por exemplo) que me dão receio algumas vezes. Mas, como ele também disse, os investidores de valor precisam também ser um pouco flexíveis às vezes.

É isso aí. A série é muito boa e vale à pena assistir!

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Efeito Trump: primeira coletiva do ano

Podemos falar o que for de Donald Trump, mas o cara tem um poder fantástico de fazer as ações (e outros ativos financeiros - veja o que acontece com o câmbio mexicano hoje!) subirem ou descerem.

A entrevista começou às 14h00 (Brasília).

Ibovespa

Petr4

Avaliando Modelos Lineares de Value Relevance: Eles Captam o que Deveriam Captar?

Neste artigo nós avaliamos o impacto da utilização da regressão quantílica nos modelos que buscam mensurar a qualidade da informação contábil.

Nosso argumento é que a regressão quantílica produz resultados melhores do que os modelos lineares, como OLS, com ajustes: winsorização, ponderamento das variáveis (scale) e outros tratamentos para heterogeneidade e outliers.

O artigo está aprovado (ahead of print) na RAC (clique aqui).


O resumo pode ser lido abaixo:

Este trabalho teve como objetivo investigar a qualidade e o impacto dos modelos de value relevance das informações financeiras através da regressão quantílica (QR) em comparação com o método de estimação ordinary least squares (OLS). Seguindo os princípios e fundamentos de Ohlson (1995), Feltham e Ohlson (1995) e Ohlson e Kim (2015), foi possível utilizar um parâmetro de comparação entre os modelos de avaliação da relevância da informação contábil. Para tanto, foram aplicados dois testes (A e B), com dois modelos cada, assim como em Ohlson e Kim (2015), um com a variável dependente lucro líquido no período seguinte e, o segundo, com o valor de mercado da firma no período atual. Diante dessa temática, a regressão quantílica se mostra mais eficiente e com menos possibilidades de erros de estimação do que o método OLS, pelo menos sob as condições restritas deste trabalho. Portanto, é recomendável o emprego da estimação por meio de regressão quantílica nos modelos que utilizam informações contábeis e financeiras, uma vez que heterocedasticidade e outliers são comumente encontrados nesses tipos de dados, pois esse método de estimação é menossensível e maisrobusto àstais condições normalmente apresentadas pelos dados deste campo de pesquisa. 
Palavras-chave: value relevance; regressão quantílica; OLS.



terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Tecnisa, inovação, bitcoins e muito mais

A Tecnisa parece ser realmente uma empresa inovadora. Alguns dias atrás eu descobri que eles aceitam bitcoins como forma de pagamento e ontem, assistindo ao Fora da Curva, vi que essa cultura tecnológica/inovadora é muito antiga na empresa.


Logo no início da entrevista Joseph Nigri fala sobre o uso de tecnologia na empresa.

Clique aqui para assistir à entrevista completa.

Nesse post eu comento sobre uma outra entrevista dos Fora de Série, sobre análise fundamentalista. Essa é uma série que vale à pena assistir.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

[PESQUISA] Formação de redes e contabilidade em incubadoras de empresa

Iago, mestrando da UFSC, me pediu para ajudar na divulgação de sua pesquisa.

Se você é gestor de alguma incubadora, peço que auxilie nessa empreitada. Se você não é gestor, mas conhece alguém que seja, peço que encaminhe esse link.

As informações estão abaixo.

Obrigado!

PESQUISA UFSC - FORMAÇÃO DE REDES E CONTABILIDADE EM INCUBADORAS DE EMPRESA

PESQUISA DESTINADA A GESTORES DE INCUBADORAS

O que é a pesquisa? 
A proposta de pesquisa é parte integrante do curso de Mestrado em Contabilidade do aluno Iago França Lopes e destina-se aos gestores das incubadoras de empresas do Brasil. A pesquisa buscar verificar a influência das pressões ambientais na formação de redes mediada pelo Sistema de Controle Gerencial em incubadoras de empresas. Nesta etapa da pesquisa, busca-se uma aproximação com as incubadoras de empresas, pois as mesmas apresentam contribuições econômicas, financeiras e sociais relevantes para o fomento à inovação tecnológica no País. 

O que esperamos de você como participante? 
Esta etapa é focada na validação dos insights teóricos. Para tal, estão sendo convidados profissionais de Incubadoras destaques de todo o Brasil para oferecerem feedback e ajudarem no desenvolvimento da pesquisa. Ao mesmo tempo a sua participação é fundamental para tornar a proposta de pesquisa mais atraente e de maior aproximação com as incubadoras de empresas localizadas no Brasil. 

O que o grupo de pesquisa espera do seu feedback? 
Sua análise e preenchimento do questionário poderão ajudar no desenvolvimento de pesquisas científicas de cunho estritamente científico, tendo como produto final a produção de artigos científicos, sem a divulgação dos nomes das pessoas e empresas pesquisadas. Não existe resposta certa ou errada, sua resposta deve exprimir em cada afirmativa o ambiente de sua incubadora.

Para confirmar a sua participação na pesquisa, favor responder o questionário disponível no link: https://pt.surveymonkey.com/r/UFSCPesquisaIncubadoras

Eventuais dúvidas poderão ser sanadas no Programa de Pós Graduação em Contabilidade da UFSC, no seguinte endereço: Campus Reitor João David Ferreira Lima, s/n - Trindade, Florianópolis - SC, 88040-900. Fone/FAX (048) 3721-6608. 

Outra alternativa é contatar os pesquisadores Iago Lopes (041) 99154-0930 ou iagofrancalopes@gmail.com ou Ilse Maria Beuren ilse.beuren@gmail.com

Desde já agradecemos a sua disponibilidade. Contamos com a sua colaboração! 

Cordialmente, Iago França Lopes 
Mestrando em Contabilidade 
Programa de Pós-Graduação em Contabilidade – Universidade Federal de Santa Catarina

sábado, 7 de janeiro de 2017

[MQ1] Plano de ensino e planejamento das disciplinas de 2017.1

Abaixo vocês podem conferir algumas informações sobre Métodos Quantitativos I, disciplina do mestrado em Contabilidade da UFPB que ficará sob a minha responsabilidade.

Clicando na tag Métodos Quantitativos vocês poderão ter acesso a todos os posts sobre o tema, em geral, que fizemos aqui no Blog. 

Clicando na tag Stata você terá acesso aos posts específicos sobre aplicações neste software.


Clique nos links para ter acesso ao documento: Plano de Ensino e Planejamento das Aulas.

Os materiais específicos da disciplina estarão na tag Métodos Quantitativos I e no meu SlideShare.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Material para a segunda aula de Administração Financeira/Finanças I

Os alunos deverão ler previamente o artigo “The history of finance” de Merton Miller (1999) e entregar um resumo (pelo SIGAA) antes da aula começar, para discussão. Clique aqui para baixá-lo.

Não se assustem por ser em inglês. São só 7 páginas, inclusive.

Uso esse artigo na segunda aula dessa disciplina desde 2012 e ninguém nunca morreu por isso. Todos conseguem ler e quando têm dificuldade, o Google Tradutor pode ajudar um pouco.

Abaixo estão mais alguns posts que talvez possam ajudar vocês na leitura em inglês (vejam que é importante saber inglês, no mercado de trabalho):


Algumas dicas para leitura em língua estrangeira


quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

USP e UnB são os centros com maior número de pesquisas sobre gestão de riscos

Clique na imagem para ampliá-la
Em a “Produção Acadêmica dos Artigos Publicados em Revistas Científicas Nacionais Disponibilizadas na Base Atena sobre o Tema Gestão de Riscos de 2000 a 2015”, Henrique César Melo Ribeiro analisou o perfil e as particularidades da produção acadêmica sobre gestão de riscos que foram publicados em periódicos listados na base Atena, entre 2000 a 2015.

Os autores que mais publicaram nesta área foram Luiz João Corrar e Lúcio Rodrigues Capeletto, sendo a USP a Universidade que mais publicou sobre o tema e a UnB a segunda que mais publicou.

A figura em anexo evidencia o quão centrais são as duas Universidades citadas nesta área de pesquisa.

Confira essas e outras evidências no seguinte link: http://periodicos.ufpb.br/index.p…/recfin/article/view/29741

A RECFin está classificada como B3 no Qualis CAPES e aceita submissões de artigos de modo ininterrupto.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Materiais da primeira aula de Finanças III - Textos sobre estudos de casos

Na primeira aula de Finanças III nós discutiremos alguns textos com o objetivo de despertar a atenção de vocês para alguns pontos importantes na sua futura atuação profissional: como encontrar os problemas?

Isso servirá de aquecimento para os nossos estudos de caso. 

Funcionará da seguinte forma: todos os alunos deverão ler os textos, que são bem pequenos.

Após a explicação do funcionamento da disciplina, começaremos um debate:
a) Um aluno será escolhido (aleatoriamente, então leiam o texto com bastante atenção) para iniciar um debate (falando de forma geral sobre o tema e levantando algumas questões para discussão) de até 15 minutos sobre cada um dos temas da aula (são 3 temas, então serão 3 escolhidos); e 
b) Após a explanação do "escolhido", os demais alunos serão "incentivados" pelo Professor a participar da discussão. 

Leiam os textos de maneira crítica e façam anotações (que deverão ser inputadas no SIGAA).

Bem vindos de volta às aulas!

Temas:

1. O "Método de estudos de caso de Harvard".

Isso servirá para despertar a curiosidade e motivação a buscar os problemas. A implicação disso é que vocês serão beneficiados por essa discussão no momento em que estiverem resolvendo seus estudos de caso.

Os alunos deverão ler a seção 2 deste artigo (obrigatoriamente, mas recomendo a leitura completa).



2. "Qual é o Problema?". Texto do ex-Professor e contador Kanitz. Abaixo:

Um dos maiores choques de minha vida foi na noite anterior ao meu primeiro dia de pós-graduação em administração. Havia sido um dos quatro brasileiros escolhidos naquele ano, e todos nós acreditávamos, ingenuamente, que o difícil fora ter entrado em Harvard, e que o mestrado em si seria sopa. Ledo engano.

Tínhamos de resolver naquela noite três estudos de caso de oitenta páginas cada um. O estudo de caso era uma novidade para mim. Lá não há aulas de inauguração, na qual o professor diz quem ele é e o que ensinará durante o ano, matando assim o primeiro dia de aula. Essas informações podem ser dadas antes. Aliás, a carta em que me avisaram que fora aceito como aluno veio acompanhada de dois livros para ser lidos antes do início das aulas.

O primeiro caso a ser resolvido naquela noite era de marketing, em que a empresa gastava boas somas em propaganda, mas as vendas caíam ano após ano. Havia comentários detalhados de cada diretor da companhia, um culpando o outro, e o caso terminava com uma análise do presidente sobre a situação.

O caso terminava ali, e ponto final. Foi quando percebi que estava faltando algo. Algo que nunca tinha me ocorrido nos dezoito anos de estudos no Brasil. Não havia nenhuma pergunta do professor a responder. O que nós teríamos de fazer com aquele amontoado de palavras? Eu, como meus outros colegas brasileiros, esperava perguntas do tipo "Deve o presidente mudar de agência de propaganda ou demitir seu diretor de marketing?". Afinal, estávamos todos acostumados com testes de vestibular e perguntas do tipo "Quem descobriu o Brasil?".

Harvard queria justamente o contrário. Queria que nós descobríssemos as perguntas que precisam ser respondidas ao longo da vida.

Uma reviravolta e tanto. Eu estava acostumado a professores que insistiam em que decorássemos as perguntas que provavelmente iriam cair no vestibular.

Adorei esse novo método de ensino, e quando voltei para dar aulas na Universidade de São Paulo, trinta anos atrás, acabei implantando o método de estudo de casos em minhas aulas. Para minha surpresa, a reação da classe foi a pior possível.

"Professor, qual é a pergunta?", perguntavam-me. E, quando eu respondia que essa era justamente a primeira pergunta a que teriam de responder, a revolta era geral: "Como vamos resolver uma questão que não foi sequer formulada?".

Temos um ensino no Brasil voltado para perguntas prontas e definidas, por uma razão muito simples: é mais fácil para o aluno e também para o professor. O professor é visto como um sábio, um intelectual, alguém que tem solução para tudo. E os alunos, por comodismo, querem ter as perguntas feitas, como no vestibular.

Nossos alunos estão sendo levados a uma falsa consciência, o mito de que todas as questões do mundo já foram formuladas e solucionadas. O objetivo das aulas passa a ser apresentá-las, e a obrigação dos alunos é repeti-las na prova final.

Em seu primeiro dia de trabalho você vai descobrir que seu patrão não lhe perguntará quem descobriu o Brasil e não lhe pagará um salário por isso no fim do mês. Nem vai lhe pedir para resolver "4/2 = ?". Em toda a minha vida profissional nunca encontrei um quadrado perfeito, muito menos uma divisão perfeita, os números da vida sempre terminam com longas casas decimais.

Seu patrão vai querer saber de você quais são os problemas que precisam ser resolvidos em sua área. Bons administradores são aqueles que fazem as melhores perguntas, e não os que repetem suas melhores aulas.

Uma famosa professora de filosofia me disse recentemente que não existem mais perguntas a ser feitas, depois de Aristóteles e Platão. Talvez por isso não encontramos solução para os inúmeros problemas brasileiros de hoje. O maior erro que se pode cometer na vida é procurar soluções certas para os problemas errados.

Em minha experiência e na da maioria das pessoas que trabalham no dia-a-dia, uma vez definido qual é o verdadeiro problema, o que não é fácil, a solução não demora muito a ser encontrada.

Se você pretende ser útil na vida, aprenda a fazer boas perguntas mais do que sair arrogantemente ditando respostas. Se você ainda é um estudante, lembre-se de que não são as respostas que são importantes na vida, são as perguntas.


3. "Volta às aulas". Texto do ex-Professor e contador Kanitz. Abaixo:
Jamais esquecerei o meu primeiro dia de aula na Harvard Business School. No dia anterior recebemos 90 páginas descrevendo três problemas administrativos que haviam ocorrido anos atrás em empresas verdadeiras. Tínhamos 24 horas para tomar uma série de decisões, utilizando as mesmas informações disponíveis da diretoria da época. Era um problema por matéria, 3 matérias por dia.  
O primeiro caso do dia tratava-se de uma empresa controlada por dois irmãos, bem sucedida por trinta anos, até o dia em que um deles se desquitou e casou com uma moça vinte anos mais jovem. Esse pequeno fato desencadeou uma série de problemas que afetava o desempenho da empresa. Nós éramos os consultores que teriam de sugerir uma saída.  
No primeiro dia, na primeira aula, o professor entrou na sala e simplesmente disse: 
- Sr. Kanitz, qual é a sua recomendação para esse caso?
- Por que eu?  
As aulas a que eu estava acostumado em toda a minha vida de estudante consistiam num bando de alunos ouvindo pacientemente um professor que dominava as nossas atenções pelo resto do dia. Simplesmente, naquele fatídico dia, eu não estava preparado quando todos viraram suas atenções para mim - e, pelo jeito, eu é que teria de dar a aula.  
Esse sistema é conhecido por ensino centrado no aluno e não no professor. Tanto é que, minha grande frustração foi ter os melhores professores de administração do mundo, mas que ficavam na maioria das aulas, simplesmente calados. Curiosamente, falar em aula era uma obrigação, e não o que em geral acontece em muitas escolas secundárias brasileiras, em que essa atitude é passível de punição.  
Outra descoberta chocante foi constatar, que a maioria dos famosos livros de administração de nada serviam para resolver aquele caso. Nenhum capítulo de Michael Porter trata especificamente de 'problemas de desquites em empresas familiares', um fato mais comum nas empresas do que se imagina.  
A maioria das decisões na vida é de problemas que ninguém teve que enfrentar antes, e sem literatura pré-estabelecida. Estamos sozinhos no mundo com nossos problemas pessoais e empresariais. Quão mais fácil foi a minha vida de estudante no Brasil, quando a obrigação acadêmica era decorar as teorias do passado de Keynes, Adam Smith e Peter Drucker, como se fossem livros de auto-ajuda para os problemas do futuro.  
Durante dois anos, estudamos mais de 1.000 casos ou problemas dos mais variados tipos: desde desquites, brigas entre o departamento de marketing e o financeiro, greves, governos incompetentes, fusões, cisões, falências e até crises na Ásia. Isto nos obrigava a observar, destilar as informações relevantes, ignorar as irrelevantes, ponderar as contradições, trabalhar com vinte variáveis ao mesmo tempo, testar alternativas, formar uma decisão e expô-la de forma clara e coerente.  
Estavam ensinando por meio de uma metodologia inédita na época (1972), o que poucas escolas e faculdades fazem até hoje: ensinar a pensar.  
Em nada adianta ficar ensinando como outros grandes cérebros do passado pensavam. Em nada adianta copiar soluções do passado e achar que elas se aplicam ao presente.  
Num mundo cada vez mais mutável, onde as inter-relações nunca são as mesmas, ensinar fatos e teorias será de pouca utilidade para o administrador ou economista de hoje.  
Ensinar a pensar também não é tão fácil assim. Não é um curso de lógica, nem uma questão de formar uma visão crítica do mundo achando que isto resolve a questão. Sair criticando o mundo, contestando as teorias do passado forma uma geração de contestadores que nada constrói, que nada sugere.  
Minha recomendação ao jovem de hoje é para que se concentre em uma das competências mais importantes para o mundo moderno: aprender a pensar e a tomar decisões.

[Finanças] Plano de ensino e planejamento das disciplinas de 2016.2

Abaixo vocês podem conferir algumas informações sobre as disciplinas que ficarão sob a minha responsabilidade neste semestre.

Para ter acesso ao planejamento das aulas, clique no nome de uma das duas disciplinas que estão listadas abaixo:

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA (1202169):
Objetivo: Introduzir os alunos ao pensamento financeiro, com os conceitos clássicos e fundamentais da moderna teoria financeira.
Conteúdo: Introdução à ciência das Finanças. Ambiente Financeiro Brasileiro. Valor do Dinheiro no Tempo. Risco e Retorno. Teoria do Portfólio. Modelo de Precificação de Ativos.
Habilidades e competências: O aluno desenvolverá habilidades quanto à análise das relações entre risco e retorno dos ativos, estimação da exposição de determinados ativos ao risco sistemático, bem como desenvolverá habilidades quanto ao gerenciamento de carteiras de investimentos. 
Metodologia: Serão utilizados em sala de aula, os seguintes procedimentos: (a) aula expositiva com o auxílio do quadro; (b) aula expositiva com o auxílio do datashow; (c) aulas práticas, com aplicações de estudos de casos; (d) aulas práticas no laboratório e (e) apresentações de seminários.
Avaliação:
1ª nota: 10% da nota será consequência da postura e da participação do aluno nas aulas, 10% é a soma de exercícios e trabalhos realizados em sala de aula (ou fora dela), 30% será baseada em uma apresentação de seminário e 50% é decorrente de uma prova.
2ª nota: a nota será 10% em consequência da postura e da participação do aluno nas aulas, 20% da soma dos exercícios e trabalhos realizados e 70% decorrente de uma prova.
3ª nota: a nota será 10% em consequência da postura e da participação do aluno nas aulas, 10% da soma dos exercícios e trabalhos realizados, 40% decorrente do relatório final da carteira que foi trabalhada durante o semestre (apresentação oral e documental) e 30% decorrente de uma prova.
Referências básicas:
ELTON, Edwin J. et al. Moderna teoria das carteiras e análise de investimentos. 8ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2012.

FABOZZI, Frank J.; MARKOWITZ, Harry M. (Ed.).The theory and practice of investment management. John Wiley & Sons, 2002.

ROSS, Stephen A. et al. Fundamentos da administração financeira. 9ed. Porto Alegre: AMGH, 2013.
 Referências complementares (apenas os livros - os demais materiais estão disponíveis no SIGAA):
ASSAF NETO, Alexandre; LIMA, Fabiano G. Curso de administração financeira. 2. Atlas. 2011
BERK, Jonathan; DEMARZO, Peter; HARFORD, Jarrad. Fundamentals of corporate finance. 2. pearson. 2012
BRUNER, Robert F. Estudos de casos em finanças: gestão para criação de valor corporativo. 5. Mc Graw-Hill. 2009
COCHRANE, John H. Asset Pricing. . Princeton university press. 2009


FINANÇAS III (1202301):
Objetivo: Analisar conceitos mais específicos e avançados das Finanças a nível nacional e internacional.
Conteúdo: Oferta Pública Inicial. Decisões de Financiamento. Fusões e Aquisições. Falência. Reorganização e Liquidação. Derivativos e Administração de Risco. Administração Financeira Internacional.
Habilidades e competências: Após esta disciplina, espera-se que os alunos tenham habilidades mais aprofundadas de finanças corporativas e valuation.
Metodologia: Serão utilizados em sala de aula, os seguintes procedimentos: (a) aula expositiva com o auxílio do quadro; (b) aula expositiva com o auxílio do datashow;  (c) aulas práticas, com aplicações de estudos de casos; (d) aulas práticas no laboratório e (e) apresentações de seminários.
Avaliação:
1ª e 2ª nota: 10% da nota será consequência da postura e da participação do aluno nas aulas, 30% é a soma de exercícios e trabalhos realizados em sala de aula (ou fora dela – inclusive a “mini prova” aplicada antes do início de algumas aulas) e 60% será baseada nas apresentações de artigos e discussões de estudos de caso.
3ª nota: a nota será 10% em consequência da postura e da participação do aluno nas aulas, 10% é a soma de exercícios e trabalhos realizados em sala de aula (ou fora dela – inclusive a “mini prova” aplicada antes do início de algumas aulas), 30% será baseada nas apresentações de artigos e discussões de estudos de caso e 50% será referente à versão final do artigo da disciplina.
OBSERVAÇÃO: as notas terão pesos diferentes, sendo respectivamente: 20%, 30% e 50% da nota final. Caso o desempenho dos alunos nas apresentações e discussões dos estudos de caso não seja conforme o esperado, os casos serão trocados por provas sem consulta. 
Referências básicas:
BRUNER, Robert F. Estudos de casos em finanças: gestão para criação de valor corporativo. 5. Mc Graw-Hill. 2009
ELTON, Edwin J. et al.. Moderna teoria das carteiras e análise de investimentos. 8. Elsevier. 2012
ROSS, Stephen A. et al.. Fundamentos da administração financeira. 10. AMGH. 2016
 Referências complementares (apenas os livros - os demais materiais estão disponíveis no SIGAA):
ALMEIDA, Vinício S.. O papel do intermediário financeiro em aberturas de capital no Brasil. 1. Tese. 2010
BERK, Jonathan; DEMARZO, Peter; HARFORD, Jarrad.. Fundamentals of corporate finance. 2. Pearson. 2012

GUERARD JR., John B.; SCHWARTZ, Eli.. Quantitative corporate finance. . Springer. 2007

IUDÍCIBUS, S.; LOPES, A.B. (coord.).. Teoria avançada da contabilidade. . Atlas. 2008

MENDONÇA, Álvaro A.. Hedge para empresas: uma abordagem aplicada. . Elsevier. 2011

TIROLE, Jean.. The theory of corporate finance. . Princeton University Press. 2006

VERNIMMEN, Pierre et al.. Corporate finance: theory and practice. . John Wiley & Sons, Ltd. 2009

WELCH, Ivo. A first course in corporate finance. . .. 2006

Os materiais impressos estão na "xerox" de Júnior. A pasta de Administração Financeira é a Div18 e a de Finanças III é Con24.

É importante que os alunos assinem a newsletter do Blog, para receber os materiais postados diretamente em seu email.

Horários e salas:

Administração Financeira (turma 1 - manhã): Sala CCSA 234
Administração Financeira (turma 2 - noite): Sala CAD 103
Finanças Aplicadas III (turma 2 - noite): Sala CCSA 203

HoráriosSegTerQuaQuiSexSab
08:00 - 08:50------------1202169---
08:50 - 09:40------------1202169---
10:40 - 11:30------1202169---------
11:30 - 12:20------1202169---------
19:00 - 19:50---1202301------1202169---
19:50 - 20:40---1202301------1202169---
20:40 - 21:30------1202169---1202301---
21:30 - 22:20------1202169---1202301---

Horários de atendimento dos monitores: a ser definido entre os alunos e os monitores, com a restrição de ocorrer apenas uma vez na semana e em um horário em que a maioria dos alunos possa estar presente.

O contato comigo poderá ser feito por email (luizfelipe@ccsa.ufpb.br) ou no Ambiente dos Professores número 67, nas quartas-feiras das 16h00 às 18h00.

Abaixo está nossa "estrutura conceitual". Leia com atenção!

  1. Avaliação dos seminários e debates
Quanto à apresentação de seminários, análise e apresentação de artigos, ficará a critério dos apresentadores utilizar recursos didáticos como quadro ou datashow. Isso também ficará sob sua responsabilidade, devendo reservar junto ao Departamento ou órgão responsável pela reserva do datashow; o tempo de cada apresentação será definido no dia do sorteio dos temas; todo o grupo deverá dominar TODA a apresentação. Se alguém faltar, isso não poderá ser usado como desculpa para não apresentar o trabalho.
Se forem utilizar datashow, os slides devem ser enviados ao email do Professor com antecedência.
A avaliação será feita com base no desempenho da apresentação e com base nas respostas dadas às perguntas que serão feitas pela turma ou pelo professor ao término da apresentação.
2.      Telefone celular em sala de aula – silencioso. Se tocar, e for muito importante, o aluno poderá atendê-lo fora de sala de aula, nunca na sala. Isso demonstra respeito para com os outros colegas e o professor. A desobediência a essa regra implicará em dedução da nota relacionada à “postura e participação” do aluno;
3.      participação de vocês é de extrema importância para o desenvolvimento da disciplina e para o seu aproveitamento individual. Sua participação agregará mais valor ao conhecimento dos colegas, professor e o seu;
4.      Os exercícios deverão ser entregues feitos a mão, nunca em computador, exceto se o professor assim solicitar (se for por email solicite a confirmação do recebimento);
5.      Geralmente surge algum conceito que não é comum no dia-a-dia da Faculdade, por ser muito específico de alguma área de estudo. O professor cobrará que os alunos pesquisem sobre esse conceito, trazendo na aula seguinte, também feito à mão;
6.      Dúvidas devem ser sanadas sempre, nunca deixe a dúvida para o dia seguinte, isso poderá prejudicar o seu aprendizado;
7.      Nas provas, eventualmente, precisaremos utilizar calculadoras. Não será permitida a utilização de nenhum outro recurso eletrônico que não seja uma simples calculadora (científica, financeira etc). Celulares, tabletsnotebooksnetbooks e semelhantes não tem utilização permitida;
8.      As provas poderão ser feitas com lápis grafite, porém não haverá correção após a devolução das mesmas.
9.      É permanentemente proibida a comunicação entre alunos durante o período de prova. Cada vez que for identificada a comunicação, será anotado o nome do aluno. A partir da segunda vez, será descontado 10% da nota a cada ocorrência. O Professor também pode optar por atribuir nota ZERO à prova;
10.  Na prova, será permitido ao aluno sanar uma dúvida (apenas uma) com o professor, desde que a pergunta não leve a uma resposta explícita. A interpretação faz parte da avaliação.
11.  As provas terão início no horário normal da aulaApós a saída de algum aluno da sala, nenhum outro aluno poderá entrar para fazer prova. Se por algum motivo muito especial o aluno precisar chegar atrasado, comunique com antecedência ao professor para que possa pedir aos colegas de turma que esperem;
12.  Incentivo à pesquisa: o artigo será desenvolvido durante a disciplina, para os interessados e valerá como parte da última nota. Esse artigo não é obrigatório, porém quem fizer um bom artigo terá uma boa nota no último estágio;
13.  Além da bibliografia básica e complementar, recomendo que o aluno busque material extra, principalmente artigos científicos, revista e jornais técnicos (Capital Aberto e Valor Econômico, e.g.) e sites/blogs (contabilidademq.blogspot.com e contabilidadefinanceira.blogspot.com, são sites que trazem materiais de finanças);
14.  Ligação para o professor: nenhum aluno está autorizado a fazer ligação ao celular do professor. Tudo deverá ser resolvido por email. Eu respondo emails muito rápido (desde que seja necessário). O Professor solicitará o telefone de alguns alunos da turma, para entrar em contato no caso de uma urgência;
15.   Trabalhos enviados por email: apenas contarão para a nota os trabalhos que o professor confirmar o recebimento do email; 
16.  Resenha do livro: a leitura e resenha (de até 3 páginas) do livro faz parte da nota de trabalhos (quando informada previamente). Contudo, toda semana, um aluno voluntário fará uma breve apresentação do capítulo, ganhando meio ponto na prova. A entrega será feita por email no dia da primeira aula da semana, a partir da semana que se inicia no dia __/__/_____. As apresentações ocorrerão toda segunda aula da semana;
17.  Slides para apresentação: o aluno deverá levar seu próprio notebook ou solicitar ao Departamento no qual o seu curso está vinculado;
18.  As aulas não podem ser gravadas;
19.  Os alunos que ficarem com média final entre 6,7 e 6,9 poderão fazer um trabalho complementar, de modo que a sua média seja arredondada para 7,0, para que o aluno não precise fazer prova final. Provavelmente o trabalho será uma resenha de 3 capítulos do livro “Outliers”. Os demais que não obtiveram nota maior ou igual a 7,0 terão que fazer a prova final;
20. Eu costumo fazer cold calls, então é importante que os alunos estudem previamente o material da aula, para não ficar sem saber o que responder;
20.  Dúvidas dos alunos quanto à metodologia ou outros pontos do curso? Casos omissos serão resolvidos pelo professor.
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