segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Valuation da Vivo (turma de 2017)

Aqui está a primeira valuation do semestre, feita por Alisson da Costa, Karys Emamuelle e Paula Picado.

Lembrando que esse trabalho não representa nenhuma recomendação de compra/venda da ação. É apenas um trabalho acadêmico feito por alunos, para obter a última nota na disciplina.



sábado, 18 de novembro de 2017

Novo site na área: Anatomia dos Negócios

O Professor Zé Elias Almeida acabou de lançar o seu site "Anatomia dos Negócios".

O Anatomia dos Negócios nasceu em 2017 depois de longos anos de maturação e inquietação de seu idealizador, Prof. José Elias Feres de Almeida, ao perceber em palestras, congressos, treinamentos, consultorias, conversas com empresários e muito estudo para o desenvolvimento de artigos científicos, o quanto o conhecimento científico é demandado e precisa ser transmitido de uma maneira mais simples, sem perder sua essência, para aplicação nos negócios.
Nesse contexto, o projeto é separado inicialmente em quatro “Anatomias” essenciais (eixos temáticos) para os negócios: estratégia, financeiro, gestão e governança corporativa.
Aproveitem e curtam a sua fanpage, clicando aqui.

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Amigo secreto dos blogs de Contabilidade!

Isabel do Contabilidade Financeira, apoiada por Claudia Cruz e Polyana Silva, veio mais uma vez com suas ideias interativas/mirabolantes. Então vamos lá!

Fonte: foi do evento passado. Acho que Isabel quem fez kkkk


Na edição deste ano, o 2º Amigo Secreto dos Blogueiros de Contabilidade do Brasil contará com a participação dos seguintes blogs, além do nosso:

Histórias Contábeis

Contabilidade Financeira

Ideias Contábeis

Informação Contábil

Alexandre Alcântara

GECAP

Acervo Contábil

Vladmir Ferreira


Veja aqui o post do Histórias Contábeis e do Contabilidade Financeira, sobre o amigo secreto.

Caso o meu amigo secreto não me conheça e queira algumas dicas, vou repetir a dica que dei da outra vez kkkk:

Bom, se o meu amigo secreto não me conhece, saiba que eu gosto de coisas relacionadas a zumbis (principalmente Resident Evil, desde os meus 12 anos, e The Walking Dead, mais recentemente), jogos (desde video games a jogos de perguntas e respostas kkk), contabilidade e finanças, e (essa é uma ótima dica) faço coleção de action figures (o foco maior é em Resident Evil, mas estou começando a diversificar) e de garrafinhas de cerveja, uisque, licor etc (todas em miniatura, exceto as de cerveja que são latas e long necks) - no meu Facebook tem um álbum de fotos só para isso.

Adicionaria também que gosto de coisas relacionadas ao The Godfather (O Poderso Chefão, mas que já tenho os DVDs e os 4 livros hiihih).

Sobre os livros, eu tenho uma wishlist na Amazon e que alguns livros podem ser encontrados na Amazon brasileira a preços dentro do orçamento do nosso Amigo Secreto.

[VÍDEO] Modelo de Avaliação

No vídeo dessa semana, a monitora Michelly Vieira apresenta alguns detalhes finais no modelo de valuation para se chegar ao valor do PL.

No próximo e último vídeo resumo da série sobre fluxo de caixa descontado ela apresentará uma planilha com uma valuation.


quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Entrevista sobre finanças comportamentais e muito mais

Aqui estão as páginas em que foram publicados trechos de uma entrevista que concedi ao Correio da Paraíba, para a edição do último dia 12/11/2017.

A matéria tratou sobre consumo, consumismo, algumas armadilhas, hipótese de mercados eficientes, finanças comportamentais e muito mais!


terça-feira, 14 de novembro de 2017

[REVIEW] Análise avançada das demonstrações contábeis: uma abordagem crítica

Essa review já deveria ter saído muito tempo atrás, mas talvez eu tenha perdido o timing do lançamento do livro, porém agora o timing voltou com a nova edição.

Sem mais delongas, vamos lá!



QUEM SÃO OS AUTORES


Eliseu Martins: doutor em controladoria e contabilidade pela USP. É um dos principais Professores e pesquisadores de contabilidade do Brasil, tendo ocupado diversos cargos importantes a exemplo de uma Diretoria na CVM e outra no Banco Central. Maiores informações aqui

Josedilton Alves Diniz: doutor em controladoria e contabilidade pela USP.  É auditor do Tribunal de Contas da Paraíba e Professor da Universidade Federal da Paraíba. Maiores informações aqui.

Gilberto José Miranda: doutor em controladoria e contabilidade pela USP. É Professor da Universidade Federal de Uberlândia. Maiores informações aqui.


UMA VISÃO GERAL

O tem 13 capítulos (na verdade 12, porque o último não é bem um capítulo de fato) muito críticos e práticos sobre análise das demonstrações financeiras.

O primeiro capítulo é sobre como fazer uma boa análise das demonstrações financeiras, trazendo o clássico Caso Abdul. Esse capítulo é fenomenal. Eu quase negligenciei ele, inicialmente, mas depois de ler algumas vezes acredito que seja um dos principais capítulos do livro.

O capítulo faz uma revisão geral sobre contabilidade e introduz à análise de balanços com o caso de um taxista (Abdul) e a sua família. Não deixem de ler esse capítulo.

O capítulo seguinte (capítulo 2) trata da análise do relatório do auditor. Eu fiquei extremamente feliz quando vi esse capítulo, pois é um item bastante negligenciado por analistas, alunos e até professores. O relatório do auditor é a primeira coisa que eu leio quando vou analisar os números de uma empresa e em muitas delas nós temos informações muito importantes.

Outro capítulo importante, cujo tema é negligenciado costumeiramente, é sobre os "fundamentos contábeis do modelo de negócio" das empresas (capítulo 4). Os alunos e iniciantes em análise de informações contábeis gostam muito de fórmulas e regrinhas de bolso para analisar as demonstrações financeiras. Esse capítulo trata muito bem sobre o impacto do modelo de negócio da empresa na análise das demonstrações. Conhecer o negócio facilita, inclusive, a mineração de informações relevantes sobre a empresa.

Na minha planilha de valuation eu tenho uma aba só para entender o negócio da empresa. Essa abinha é uma das mais importantes - mais importante do que o valor por ação no final da planilha.

O capítulo 7 é mais um grande e ótimo exercício da aplicação da teoria da contabilidade à análise das demonstrações financeiras.

Eu treino jiu-jitsu e de vez em quando fazemos alguns exercícios com as mãos amarradas para estimular a movimentação de quadril e coisas desse tipo. Esse sétimo capítulo é mais ou menos isso.

Como posso analisar demonstrações contábeis sem usar indicadores?! Isso é possível?! Leiam o livro e saberão como!

Os outros capítulos tratam de fluxo de caixa por competência, análise crítica dos indicadores (falarei um pouco sobre isso nos trechos de destaque), inflação, custo de oportunidade, IFRS e, por fim, alguns tópicos relevantes que não foram tratados no livro.



TRECHOS DE DESTAQUE

Normalmente eu escrevo reviews de livros "não didáticos", então essa é uma review um pouco diferente. Por este motivo, não vou destacar aqui citações do livro e fazer comentários sobre elas. Meu foco de destaque aqui é sobre o capítulo de análise crítica dos indicadores, para dar uma vontade maior para vocês que querem ler o livro e aprender a analisar números contábeis de verdade.

Ao longo do capítulo os autores apresentam vários indicadores, segregando por tipos (e.g. liquidez, rentabilidade etc), e depois é feita a análise crítica, apontando os principais problemas e falhas ao se analisar esses indicadores.

No caso dos indicadores de liquidez, por exemplo, é comentado sobre a má classificação de algumas contas, gerenciamento do ativo circulante, problemas temporais e de valor do dinheiro no tempo, sazonalidade e coisas esse tipo. É enfatizado muito fortemente a questão da análise do indicador sozinho.

Os indicadores de prazo médio/ciclo operacional também são analisados da mesma forma. Por exemplo, algumas empresas (indústrias) possuem diversas contas de estoques com prazo de rotação diferente. Se usarmos o total dos estoques, na verdade, estamos estimando o prazo médio de todos os estoques e não de um item específico. Todavia, normalmente, somos analistas outsiders e algumas empresas não divulgam informações suficientes para fazermos a análise da forma mais correta.

Nos indicadores de estrutura patrimonial, um dos principais problemas, quando estamos comparando duas empresas, é que alguns itens de prazo mais longo podem ter idades muito diferentes. Como não sabemos as datas ao certo e não fazemos mais algumas correções e reavaliações dos números contábeis, a comparação se torna falha - mas não completamente inviável.

Sobre os índices de rentabilidade (os que os investidores gostam de olhar mais), os autores dizem que "se comete muita bobagem" no cálculo de utilização deles. A bobagem mais comum é comparar lucro líquido com ativo, para o cálculo do ROA (retorno sobre os ativos). 

O ativo da empresa produz lucro operacional, que para ser bem analisado não pode sofrer o efeito da forma como ele é financiado, e o lucro líquido sofre o efeito das despesas financeiras, provocadas pelo passivo financeiro. Dessa forma, calcular o ROA como sendo Lucro Líquido/Ativo, segundo os autores, é uma mistura de dois conceitos (importantes), mas que devem ser tratados separadamente. Para uma análise histórica, o índice pode ter alguma utilidade, mas conceitualmente essa é uma "informação pobre". 

Sobre o ROE (retorno sobre o PL, que é o patrimônio líquido da empresa), os autores dizem que esse é o indicador mais importante para os investidores. Isso porque esse indicador demonstra a capacidade que a empresa tem de remunerar o capital que foi previamente investido pelos seus sócios. 

A empresa que remunera bem esse capital cumpriu com o seu dever para com os que a criaram e nela investiram tempo e dinheiro.

Devemos levar em consideração para o cálculo desse indicador, sem sombra de dúvidas, o lucro líquido. Isso porque ele é o lucro que realmente sobra, após pagar os terceiros.


Mas o ROE não escapa de problemas! Existe uma confusão sobre qual PL usar, se o do início do período, o do final ou o médio.

Outro problema grave com o ROE é que o PL é a diferença entre o ativo e o passivo. O ativo tem um problema enorme de “valor do dinheiro no tempo”. Se os ativos antigos forem um “pedaço grande da pizza”, isso pode ser um grande problema para o cálculo do ROE.

Diversos outros indicadores foram apresentados e devidamente criticados no livro, como os famosos EVA e EBITDA. Leiam com bastante atenção.



NÍVEL DE PROFUNDIDADE/ACESSIBILIDADE

O livro é bem profundo. Minha reação ao ter acesso a ele pela primeira vez foi: UAU!!! Era disso que eu tava falando quando queria um livro com a experiência de muitos anos do autor.

Contudo, o livro é muito acessível e tem uma linguagem muito didática, possibilitando a qualquer pessoa que tenha conhecimento básico de contabilidade ou que já tenha alguma experiência com demonstrações contábeis e sua análise possam usá-lo sem maiores problemas.

Quem achar que o livro é muito avançado, na seção "VALE À PENA?" eu tenho uma recomendação adicional.



A QUEM É INDICADO

O livro é indicado para alunos de graduação e pós-graduação em contabilidade, bem como investidores e analistas de investimentos e de crédito.

Para os investidores, especificamente, eu coloco esse livro ao lado de outras bíblias: Secutiry Analysis (cuja review deve sair até o ano que vem aqui no blog) e O Investidor Inteligente.



VALE À PENA?

É lógico que vale!

Esse é o melhor livro sobre contabilidade escrito por brasileiros, em minha humilde opinião. O livro concorre frontalmente, inclusive, com vários ótimos livros europeus e estadounidenses (dos que eu já li).

Eu não fui aluno do Professor Eliseu Martins, mas já assisti a várias palestras suas, participei de algumas sessões de artigos em que ele foi debatedor e o livro é como se estivéssemos ouvindo ele falar. Isso é sensacional!

Além da experiência do Professor Eliseu estar devidamente registrada no livro, a participação dos Professores Josedilton e Gilberto engrandeceram ainda mais o trabalho, com a inserção de ideias relacionadas à metodologias ativas e ao raciocínio crítico.

Uma grande crítica que faço à maioria dos livros brasileiros é que não conseguimos ver a experiência dos autores. Esse não é um problema para o "Análise Avançada das Demonstrações Contábeis". A experiência deles está ali, para qualquer um que queira ter acesso.

Boa parte (para não usar juízo de valor muito forte dizendo que "a maioria) dos livros brasileiros não nos apresentam a experiência dos autores e se limitam a apresentar fórmulas, fórmulas, regras de bolso e "teorias". Esse não é, definitivamente, um problema para este livro.

Fazendo uma diferenciação entre preço e valor, o livro pode até custar uma quantidade razoável de unidades monetárias, mas com certeza ele vale cada centavo.

Atualmente vocês poderão encontrar o livro no site da Editora Atlas por R$ 139,00 e com frete grátis!

Vocês também poderão encontrar uma versão mais light do livro no site da editora, para alunos mais iniciantes: Análise Didática das Demonstrações Contábeis.


ÚLTIMAS REVIEWS PUBLICADAS NO BLOG

Todas as reviews publicadas aqui no blog poderão ser acessadas clicando aqui.

Apresentações do ENID 2017

Aqui estão os banners dos nossos dois monitores de Finanças em 2017, Leony e Michelly.

Quem quiser acompanhar mais um pouco do trabalho deles, basta acessar o nosso canal do YouTube.











segunda-feira, 13 de novembro de 2017

VOCÊ SABE O QUE É MESTRADO E DOUTORADO?

O Programa de Pós-Graduação em Ciências Contábeis da UFPB, junto com outros programas da área de Adm, Contábeis e Turismo, está organizando um evento para tirar todas as dúvidas de quem tem interesse em fazer mestrado e doutorado.

Será no dia 28/11.

Não percam!

Inscrições aqui.


quinta-feira, 9 de novembro de 2017

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

[AJUDA EM PESQUISA] Educação financeira no Brasil

Pessoal, peço que respondam a este questionário da Professora Paula Sauer. Os respondentes devem ser alunos de qualquer curso de graduação do Brasil.

Segue a mensagem dela:

Turma, boa tarde!Preciso da ajuda de vocês para realizar uma pesquisa sobre educação financeira dos alunos de graduação no Brasil.Não fazemos distinção entre curso ou período, o importante prá nós é que o aluno seja da graduação.Compartilha por favor entre seus alunos e outros grupos de professores.
Desde já, agradeço muito!

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Como estimar o beta e o custo do capital próprio usando o R

No vídeo de hoje, Glauco Pordeus nos ensina como usar o R para estimar o beta e o custo do capital próprio de empresas listadas no Brasil e nos EUA.

Para isso, ele usou os seguintes pacotes do R: Quantmod e PerformanceAnalytics.

Muita gente tem tido dificuldade para fazer esse trabalho de forma rápida, gratuita e fácil, então mais uma vez Glauco está nos ajudando a salvar nosso tempo.

Esse menino vai pro céu!

Aqui está o vídeo e no final do post está o script utilizado:


Script utilizado:

library (quantmod)
library (PerformanceAnalytics)

ticker1 = 'PETR4.SA'
ticker2 = 'JBSS3.SA'

market.BR = '^BVSP'
market.EUA = '^DJI'
        # ^DJI | ^GSPC
tickers.name = c(ticker1,ticker2)
tickers.name1 = c(market.BR,market.EUA,ticker1,ticker2)

date.first = as.Date('2012-09-01')
date.last = as.Date('2017-10-01')
periodicity = 'monthly'
periodicity2 = 12

rfEUA = 0.0266 # T-bond https://www.treasury.gov/resource-center/data-chart-center/interest-rates/Pages/TextView.aspx?data=yield
rfBR = 0.0972 # LTN http://www.tesouro.fazenda.gov.br/tesouro-direto-precos-e-taxas-dos-titulos
infEUA = 0.02 # http://www.inflation.eu/inflation-rates/united-states/historic-inflation/cpi-inflation-united-states.aspx
infBR = 0.04 # http://www.bcb.gov.br/pec/GCI/PORT/readout/readout.asp
prmBR = 0.0238 # EMIB/100 http://www.ipeadata.gov.br/ExibeSerie.aspx?serid=40940&module=M

tickers.data <- getSymbols(tickers.name, from=date.first, to=date.last, periodicity=periodicity,auto.assign=T)
marketBR <- getSymbols.yahoo(market.BR, from=date.first, to=date.last, periodicity=periodicity,auto.assign=F)
marketEUA <- getSymbols(market.EUA, from=date.first, to=date.last, periodicity=periodicity,auto.assign=F)

tickers.data1 <- data.frame(marketBR[,4],marketEUA[,4],PETR4.SA[,4],JBSS3.SA[,4])
names(tickers.data1) <- c(tickers.name1)

tickers.r <- CalculateReturns(tickers.data1, method = 'log')
tickers.r <- tickers.r[-c(1),]

marketBR.pts.start <- data.frame(first(marketBR[,4],n=1))
marketBR.pts.final <- data.frame(last(marketBR[,4],n=1))
marketEUA.pts.start <- data.frame(first(marketEUA[,4],n=1))
marketEUA.pts.final <- data.frame(last(marketEUA[,4],n=1))

marketBR.r = ((marketBR.pts.final/marketBR.pts.start)^(1/(length(tickers.r[,1])/periodicity2)))-1
marketBR.r = marketBR.r[1,1]
marketEUA.r = ((marketEUA.pts.final/marketEUA.pts.start)^(1/(length(tickers.r[,1])/periodicity2)))-1
marketEUA.r = marketEUA.r[1,1]

marketBR.r.e = mean(tickers.r[,1])
marketEUA.r.e = mean(tickers.r[,2])
ticker1.r.e = mean(tickers.r[,3])
ticker2.r.e = mean(tickers.r[,4])

marketBR.r.sd = sd(tickers.r[,1])
marketEUA.r.sd = sd(tickers.r[,2])
ticker1.r.sd = sd(tickers.r[,3])
ticker2.r.sd = sd(tickers.r[,4])

marketBR.sharpe = marketBR.r.e/marketBR.r.sd
marketEUA.sharpe = marketEUA.r.e/marketEUA.r.sd
ticker1.sharpe = ticker1.r.e/ticker1.r.sd
ticker2.sharpe = ticker2.r.e/ticker2.r.sd

marketBR.beta = cov(tickers.r[,1],tickers.r[,1])/var(tickers.r[,1])
marketEUA.beta = cov(tickers.r[,1],tickers.r[,2])/var(tickers.r[,1])
ticker1.beta = cov(tickers.r[,1],tickers.r[,3])/var(tickers.r[,1])
ticker2.beta = cov(tickers.r[,1],tickers.r[,4])/var(tickers.r[,1])

ticker1.keBR = rfBR+(ticker1.beta*(marketBR.r-rfBR))
ticker2.keBR = rfBR+(ticker2.beta*(marketBR.r-rfBR))

ticker1.keEUA = ((((rfEUA+(ticker1.beta*(marketEUA.r-rfEUA)))+prmBR)+1)*((1+infBR)/(1+infEUA)))-1
ticker2.keEUA = ((((rfEUA+(ticker2.beta*(marketEUA.r-rfEUA)))+prmBR)+1)*((1+infBR)/(1+infEUA)))-1

resumo = matrix(nrow = 6, ncol = 4)
resumo[1,1] = marketBR.r.e
resumo[2,1] = marketBR.r.sd
resumo[3,1] = marketBR.sharpe
resumo[4,1] = marketBR.beta
resumo[5,1] = marketBR.keBR
resumo[6,1] = marketBR.keEUA
resumo[1,2] = marketEUA.r.e
resumo[2,2] = marketEUA.r.sd
resumo[3,2] = marketEUA.sharpe
resumo[4,2] = marketEUA.beta
resumo[5,2] = marketEUA.keBR
resumo[6,2] = marketEUA.keEUA
resumo[1,3] = ticker1.r.e
resumo[2,3] = ticker1.r.sd
resumo[3,3] = ticker1.sharpe
resumo[4,3] = ticker1.beta
resumo[5,3] = ticker1.keBR
resumo[6,3] = ticker1.keEUA
resumo[1,4] = ticker2.r.e
resumo[2,4] = ticker2.r.sd
resumo[3,4] = ticker2.sharpe
resumo[4,4] = ticker2.beta
resumo[5,4] = ticker2.keBR
resumo[6,4] = ticker2.keEUA
resumo <- data.frame(resumo)
colnames (resumo) = c(tickers.name1)
row.names(resumo) = c('Re','Dp','Sharpe','Beta','KeBR','keEUA')
resumo
setwd ("c:/Users/glauc/Desktop/tutorR")
write.table(resumo, 'resumo.txt', sep=';')

domingo, 5 de novembro de 2017

Palestra sobre valuation no II AdmTur

Esta semana estaremos no II AdmTur, que ocorrerá no Campus de Currais Novos da UFRN.

A palestra será sobre valuation.

Após o término do evento eu disponibilizarei os slides aqui no blog.


quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Pacote no R para coletar ITRs gratuitamente

Pessoal, o Professor Marcelo Perlim nos quebrou mais um galho grande. Esse cara vai para o céu com certeza.

O pacote do R coleta informações trimestrais (IRTs) e já vem tudo tabulado.

Clique aqui para acessar o pacote.

Em breve deveremos fazer mais um vídeo explicando como usar.

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Como estimar a probability of informed trading (PIN) no R?

No vídeo de hoje, Glauco Pordeus nos mostra como estimar a probabidade de negociação com informações privadas (probability of informed trading - PIN) usando o R.

Algumas semanas atrás nós apresentamos aqui no blog uma aplicação prática do uso da PIN, questionando se haviam evidências de negociações anormais com as ações da JBS próximo da data do vazamento da delação. Quem não leu, recomendo que leia clicando aqui, antes de assistir ao vídeo. Após aquele post, nós fizemos um teste adicional, para confirmar a nossa hipótese.

Vamos ao vídeo! O script está no final do post.




Para saber como coletar os dados, assista ao seguinte vídeo sobre a coleta clicando aqui.

SCRIPT USADO NO VÍDEO:

####### INTRODUÇÃO ####

    # Date: 2017-08-21
    # Author: Duygu Celik and Murat Tinic
    # Maintainer: Murat Tinic <tinic@bilkent.edu.tr>

# Market microstructure theory Livro por Maureen O'Hara 1995

# Estimates the probability of informed trading (PIN) initially introduced by Easley et. al. (1996)
# Contribution of the package is that it uses likelihood factorizations of Easley et. al. (2010) and Lin and Ke (2011)
# Moreover, the package uses different estimation algorithms. 
# Specifically, the grid-search algorithm proposed by Yan and Zhang (2012)
# hierarchical agglomerative clustering approach proposed by Gan et. al. (2015)
# and later extended by Ersan and Alici (2016)

# APLICAÇÕES NACIONAIS

# MARTINS, O. S.; PAULO, E. ; ALBUQUERQUE, P. H. M.
# 2013 Negociação com informação privilegiada e retorno das ações na BM&FBOVESPA
      # http://rae.fgv.br/rae/vol53-num4-2013/negociacao-com-informacao-privilegiada-retorno-acoes-na-bmfbovespa

# GIRÃO, L. F. A. P.; MARTINS, Orleans S. ; PAULO, EDILSON
# 2014 Avaliação de empresas e probabilidade de negociação com informação privilegiada no mercado de capitais.
      # http://www.scielo.br/pdf/rausp/v49n3/a03v49n3.pdf
# 2016 Preço da Ação, Disclosure e Assimetria de Informação: o Caso OGX
      # http://proxy.furb.br/ojs/index.php/universocontabil/article/download/4832/pdf_1 

# DISSERTAÇÃO LEONARDO MELO BOSQUE
# 2016 Estimação da probabilidade de negociação privilegiada por meio de inferência bayesiana.
      # http://repositorio.unb.br/handle/10482/23138




####### COLETA DE DADOS #######
library(GetHFData)
library(plyr)
library(InfoTrad)

#### COLETA DOS DADOS

getwd ()
setwd ("c:/Users/glauc/Desktop")

first.time <- '09:00:00'
last.time <- '18:00:00'
type.output <- 'agg'
agg.diff <- '1 hour'
type.market <- 'equity'
first.date <- '2017-07-20'
last.date <- '2017-10-20'

base1 <- ghfd_get_HF_data( type.market = type.market, first.date = first.date, 
                           last.date = last.date, first.time = first.time, 
                           last.time = last.time, type.output = type.output, 
                           agg.diff = agg.diff)

#### TRATAMENTO DOS DADOS

filter1 <- data.frame(base1[,1],base1[,2],base1[,5],base1[,9],base1[,10],base1[,11],base1[,12])
names(filter1) <- c('ticker','date','price','quant','volfinc','buy','sell')

ticker1 <- subset(filter1, ticker=='JBSS3')
ticker1.1 <- ddply(ticker1,.(date),summarize,buy=sum(buy),sell=sum(sell))
ticker1.2 <- data.frame(ticker1.1[,2],ticker1.1[,3])
names(ticker1.2) <- c('buy','sell')

ticker2 <- subset(filter1, ticker=='PETR4')
ticker2.1 <- ddply(ticker2,.(date),summarize,buy=sum(buy),sell=sum(sell))
ticker2.2 <- data.frame(ticker2.1[,2],ticker2.1[,3])
names(ticker2.2) <- c('buy','sell')

####### EXECUÇÃO DOS MODELOS ####

# par0 = (alpha, delta, mu, epsilon_b, epsilon_s)
par0 = c(0.5,0.5,0,mean(ticker1.2[,1]),mean(ticker1.2[,2]))

LK_out = LK(ticker1.2)
model = optim(par0, LK_out, gr = NULL, method = c("Nelder-Mead"), hessian = FALSE)
alpha1 <- model$par[1] # Estimate for alpha
delta1 <- model$par[2] # Estimate for delta
mu1 <- model$par[3] # Estimate for mu
eb1 <- model$par[4] # Estimate for eb
es1 <- model$par[5] # Estimate for es
pin1 <- (model$par[1]*model$par[3])/((model$par[1]*model$par[3])+model$par[4]+model$par[5])


# Gan et. al. (2015)
result1 = GAN(ticker1.2)
print(result1)
pin1 <- result1$PIN
alpha1 <- result1$alpha
delta1 <- result1$delta
mu1 <- result1$mu
eb1 <- result1$epsilon_b
es1 <- result1$epsilon_s

result2 = GAN(ticker2.2)
print(result2)
pin2 <- result2$PIN
alpha2 <- result2$alpha
delta2 <- result2$delta
mu2 <- result2$mu
eb2 <- result2$epsilon_b
es2 <- result2$epsilon_s


resumo = matrix(nrow = 2, ncol = 6)
resumo[1,1] = pin1
resumo[1,2] = alpha1
resumo[1,3] = delta1
resumo[1,4] = mu1
resumo[1,5] = eb1
resumo[1,6] = es1
resumo[2,1] = pin2
resumo[2,2] = alpha2
resumo[2,3] = delta2
resumo[2,4] = mu2
resumo[2,5] = eb2
resumo[2,6] = es2
resumo <- data.frame(resumo)
colnames (resumo) = c("PIN", "Alpha", "Delta","Mu", "Eb", "Es")
rownames(resumo) = c("JBSS3","PETR4")
resumo

setwd ("c:/Users/glauc/Desktop")
write.table(resumo, file = "test.txt", sep = ";" )


sexta-feira, 27 de outubro de 2017

[VÍDEO] Valor Terminal

No vídeo dessa semana, a monitora Michelly Vieira trata de alguns detalhes sobre o uso da perpetuidade em valuation: o valor terminal.

Confiram abaixo e aproveitem e se inscrevam no nosso canal:


quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Biker, ou não Biker? Eis a questão!

Na última quarta-feira um dos meus orientandos de PIBIC resolveu virar blogueiro e publicar uma análise sua comparando o uso de bicicleta ou ônibus para deslocamento em João Pessoa, com base em sua experiência pessoal.
Programei o post para hoje por causa das postagens do caso da JBS que fiz nas últimas semanas, mas aí está:

Post escrito por Glauco Graco Nóbrega Pordeus.

Inspirado pelo nobre Felipe Pontes, e sua astúcia em partilhar o que pensa e estuda, me veio a vontade de fazer uma aplicação simples de uma avaliação de investimento em mobilidade urbana. Tomei como exemplo a troca de veículo urbano de ônibus para uma bicicleta.

Esta simulação foi desenvolvida pensando em dois tipos de indivíduos, um trabalhador com salário mínimo (R$ 979,00 em 2018) e sem meia passagem, e um estudante bolsista (R$ 400,00) com meia passagem.

O experimento foi feito de acordo com as seguintes premissas: 

1) A passagem de ônibus é R$ 3,20, e ambos os tipos de indivíduos pegam dois ônibus ao dia;
2) Tanto a renda quanto o preço do transporte público não irão inflacionar;
3) A redução de custo provido pela mudança de transporte será destinada para uma aplicação no Tesouro IPCA + 2024 (4,54% a.a. / 0,37% a.m.), sendo resgatado apenas no seu vencimento;
4) O novo meio de mobilidade será usado por quatro anos, após este período os aportes no Tesouro serão paralisados;
5) Foi considerado um investimento inicial de R$ 400,00 com a compra de uma bicicleta básica e adotou um custo com manutenção de R$ 100,00 ao ano. Assim o capital total investido ao longo dos quatro anos será de R$ 800,00; e
6) Foi considerado o mês como tendo 20 dias úteis, para o critério da passagem.

Após quatro anos, a renda acumulada por meio da destinação dos gastos com ônibus para o Tesouro IPCA + 2024 foi bastante significativa. 

A tabela abaixo demonstra quanto o ciclista obterá de resultado:
Indicadores de retorno
Estudante
Trabalhador
Total acumulado
R$ 2.933,77
R$ 6.781,53
Renda extra anual
R$ 733,44
R$ 1.695,38
Retorno sobre investimento
266,7%
747,7%
Ganho efetivo de renda anual
15,28%
13,32%
Horas ganhas
158,91
304,79
Dias ganhos
6,62
12,70

Os resultados mostraram que, ao optar pela bicicleta como meio de transporte, o estudante é capaz de obter um ganho de capital de R$ 2.933,77, já o individuo que não é beneficiado pela meia passagem tem um ganho de R$ 6.781,53 no resgate do título, o que demonstra o quanto a economia diária é relevante na perspectiva de longo prazo.

Partindo do montante acumulado, obtivemos retorno sobre o capital investido – ROIC (R$ 800,00) de 266,7% (R$ 733,44 por ano) para estudantes e de 747,7% (R$ 1.695,38 por ano) para indivíduos que não se encaixam na política de meia entrada. 

Porém, mesmo que o ROIC do trabalhador tenha sido 2,8x maior que o do estudante, isto não se reflete no ganho efetivo de renda, assumindo que o bolsista recebe 12x a.a. e o trabalhador 13x a.a., a renda extra efetiva, obtida por meio da razão entre a renda extra anual e a renda anual dos indivíduos, o trabalhador tem um ganho efetivo de renda aproximadamente 2% inferior ao estudante, pelo fato da renda mensal do trabalhador ser superior em relação a renda do estudante, quando levamos em conta o custo de transporte.

Por fim, o ponto mais interessante deste estudo: o ganho de horas por ter utilizado a bicicleta como meio de transporte. Este ganho de horas parte do pressuposto de que tempo é dinheiro, ou seja, o tempo que você trabalha em relação ao quanto você ganha. 

Por meio do ganho efetivo de capital, foram obtidas as horas (e dias) ganhas, levando em conta que o bolsista trabalha 1.040 horas ao ano e o assalariado 2.288, aplicando as devidas proporções de ganhos efetivos, chegou ao resultado de que: trocar o meio de transporte urbano pode proporcionar ao bolsista e ao trabalhador, 6,62 e 12,7 dias de renda extra, respectivamente.

Ademais, neste breve estudo não foi levado em conta os riscos (roubo, e acidentes) inerente ao uso da bicicleta como meio de transporte urbano, assim como também não foi quantificado o ganho de saúde advindos desta prática, nem mesmo a redução de emissão de poluentes no planeta. Portanto, se limitou apenas aos benefícios financeiros.

Por fim, pode-se afirmar que, efetivamente, a mudança de meio de transporte, de ônibus para a bicicleta, pode ser uma boa escolha para quem deseja ganhar (ou deixar de perder) uma "renda" extra no fim do mês, e o mais importante, tempo livre no futuro. 

Além disso, este estudo foi abordado do ponto de vista de ganho, da ótica de quem opta pelo transporte público convencional, pode-se dizer que quem paga passagem inteira te um gasto de R$ 6.781,53 ao longo de 4 anos, o que acarreta em perda de 12,70 dias por ano o mesmo que redução de 13,32% de sua renda anual.



“Quando você deixa de ganhar, na verdade você perde” 
(Autor desconhecido)


Comentários de Felipe:

Deve-se levar em conta também a distância para o local onde você está indo. Se você morar muito longe da Faculdade ou trabalho, poderá gastar muito tempo e energia pedalando. O gasto de energia, por outro lado, pode ser bom. Assim você faz o seu exercício, para se manter em forma, a caminho do destino.

Outros casos específicos, como dias de chuva devem ser levados em consideração também.

Eu passei a maior parte do meu ensino médio e Faculdade indo de bicicleta e não me arrependo nada: não gastava passagem, não ficava esperando no ponto do ônibus (perdendo tempo e correndo o risco de ser assaltado) e coisas desse tipo.

Vale à pena pensar nos benefícios!

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Estimativa implícita do prêmio pelo risco de mercado no Brasil

O Professor Sanvincente disponibilizou uma base de dados do prêmio pelo risco de mercado implícito para o Brasil.

A metodologia poderá ser acessada clicando aqui e o arquivo Excel poderá ser acessado clicando aqui.

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

[REVIEW] O investidor inteligente - edição revisada

Este é, muito provavelmente, o livro mais indicado por investidores fundamentalistas e value investors para quem quer começar a investir.

Sem muito a falar de introdução, vamos lá!


QUEM SÃO OS AUTORES

Benjamin Graham: é um dos pais do value investing e da análise fundamentalista. Foi Professor e mentor de Warren Buffett, além de ser também autor de "Security Analysis" e "A interpretação das demonstrações financeiras"(que eu já postei uma review aqui no blog) (veja mais sobre ele aqui). 

Porém, na edição revisada, nós temos dois outros "coautores":

Jason Zweig: é escritor. Foi editor da Forbes e escreve sobre investimentos desde 1987 (veja mais sobre ele aqui).

Warren Buffett: para saber quem é O Cara, veja a review que eu fiz sobre o último documentário sobre a vida dele, clicando aqui.


UMA VISÃO GERAL

Este é um livro realmente antigo (primeira edição foi publicada em 1949). E livros antigos sobre fórmulas de investimentos geralmente caem no esquecimento... exceto quando são clássicos  que não vendem fórmulas e esse é um verdadeiro clássico que não vende fórmulas máginas.

Uma das coisas que talvez não faça o livro cair no esquecimento é o fato de Warren Buffett, talvez o mais bem sucedido investidor de todos os tempos, ser um grande divulgador de Benjamin Graham e ainda estar vivo, além do fato de o livro ter ganhado uma versão revisada em 2006, após a morte de Graham.

Nesta versão revisada, para cada um dos 20 capítulos, há um capítulo adicional, escrito por Zweig, atualizando as informações e tentando explicar em termos de "hoje" o que Graham queria dizer. Além dos capítulos adicionais, há também um apêndice que trata de 7 itens, escrito por Buffett.

Para ser sincero, o livro é bem cansativo de se ler. São quase 600 páginas de puro value investing!

Esse não é um livro para se ter em cabeceira. Pelo menos não na primeira leitura. Esse é um livro para se ter na sua mesa, com um caderno ou notebook para ESTUDAR e fazer anotações enquanto lê. Após a primeira leitura você pode deixá-lo ao lado da cama, mas nunca na primeira leitura. Estude-o!

Este livro, junto com o Security Analysis, traz os fundamentos básicos de um value investor, sintetizados por Buffett, na introdução do livro (p.xiii):
  • uma ação não é só um ticker, é uma propriedade em um negócio real, cujo valor subjacente não depende do seu preço;
  • o mercado é um pêndulo que fica balançando eternamente entre o otimismo insustentável e pessimismo injustificado. O investidor inteligente é um realista que compra do pessimista e vende para o otimista;
  • o valor futuro de qualquer investimento é uma função do seu preço presente. Quanto maior o preço que você pagar, menor será o retorno que você terá;
  • não importa quão cuidadoso você é, o único risco que ninguém consegue eliminar é o risco de estar errado - mesmo considerando a margem de segurança; e
  • o segredo para o seu sucesso financeiro está dentro de você - como você pensa criticamente sobre as coisas e como se comporta com relação aos seus investimentos.

Os primeiros capítulos do livro são bem chatinhos de se ler, mas para quem está iniciando a vida de investidor, é preciso lê-los. 

No capítulo 4, que é quando o livro começa a ficar menos chato, ele fala do investidor defensivo. Neste capítulo ele fala de uma coisa que me fez lembrar recentemente o porquê de todos nós, mesmo os mais agressivos, deverem ter dinheiro aplicado em renda (ou perda, como diz Luiz Barsi) fixa.

É para a hora do jacaré fechar a boca e comer os peixinhos que estão com medo! Não lembro de quem é essa frase, mas é nos momentos de crise que o dinheiro troca de mão e é preciso termos essa reserva de liquidez imediata para fazer isso ser favorável para o nosso lado.

O jacaré estava com a boca aberta na bolsa brasileira, quando a delação da JBS fez ele fechar a boca. Foi a hora de todos os investidores inteligentes entrarem comprando na bolsa. No primeiro parágrafo (p.179) do capítulo de comentários sobre o capítulo 7, Zweig volta a falar sobre isso.

Vamos então aos trechos em destaque, que ficaram bem longos.


TRECHOS DE DESTAQUE

Eu demorei mais do que devia para fazer essa review porque o livro é muito grande e denso. Foi difícil de escrever esse post e selecionar o que deveria estar aqui. Eu costumo fazer essas reviews para me guiarem no futuro, como se fosse um resumo do livro para mim. Esse resumo foi o mais difícil, de longe.

Logo no início do capítulo 1, Graham diferencia investimento de especulação (p.18): "uma operação de investimento é aquela em que mediante uma análise completa promete a segurança do principal e um retorno adequado. As operações que não tiverem esses pré-requisitos são especulativas."

Porém existe o lado bom da especulação. Para o mercado existir, a especulação precisa existir. Um investidor inteligente (no conceito de Graham) dificilmente colocaria dinheiro em uma start-up que trabalha com uma tecnologia recente que ninguém conhece. Se todos os investidores fossem inteligentes e não existissem especuladores para assumir o risco, nós ficaríamos estagnados e parados no tempo.

Na página 21 ele cita ainda que a especulação é muito divertida. E é!

Eu já fui um especulador (na verdade, ainda sou um pouco - todos nós somos um pouco). A recomendação é que se você quer se divertir, que coloque a menor quantidade de dinheiro possível. Eu deveria ter colocado R$ 100,00 em Bitcoins, em 2013, por exemplo...

Sobre o investidor defensivo e a seleção de ações, Graham sugere o seguinte:
  1. Diversificação adequada, mas não excessiva;
  2. As empresas devem ser grandes, prominentes e ter uma estrutura de capital conservadora; 
  3. Ter um longo histórico de pagamento de dividendos (pelo menos 10 anos) - isso aqui no Brasil é muito conservador!; e
  4. Preço sobre lucro (PE ratio) de no máximo 25.
No comentário do capítulo 6, sobre o que o investidor agressivo não deve fazer, Zweig dá o exemplo de um bond da WorldCom e fala (p.146): "comprar um bond só por causa da sua rentabilidade é como casar só por causa do sexo". Chega uma hora que você vê que não tem nada além daquilo, então "casais e bondholders acabam com seus corações partidos". Não é porque um título paga muito que você tem que comprá-lo. Eu, por exemplo, nunca investi, nem penso em investir em debêntures. Acho muito arriscado. Prefiro ações diretamente.

Sobre daytrade, ainda nos comentários do capítulo 6: essa é "uma das melhores armas já inventadas para cometer suicídio financeiro. Alguns dos seus trades podem gerar dinheiro, mas boa parte deles vai te fazer perder, porém a sua corretora sempre ganhará." 

Na página 149 ele apresenta dados de uma pesquisa que evidenciou que quando considerados os custos de transação, daytrade não vale nada a pena.

Na página 151, figura 6-1, há um gráfico que compara os retornos antes e após os custos de transação dos investidores pacientes e dos hiperativos (são vários níveis de paciência até a hiperatividade). Imaginam quem ganha?

No capítulo 8 Graham trata do investidor e das flutuações do mercado. Quando comecei a ler o capítulo eu fiz a seguinte anotação: esse tem potencial para ser o melhor capítulo do livro! E realmente este é um dos melhores.

A ideia geral do capítulo 8 é que os investidores devem saber que os preços (e o valor também!) dos seus ativos flutuarão ao longo do tempo. Mais importante do que saber que as flutuações ocorrerão, o investidor de verdade deverá estar preparado para isso.

Sobre isso, na página 189, Graham diz:
(...) O investidor inteligente deve estar interessado nas possibilidades de lucrar a partir dos movimentos pendulares do mercado. (...).

Quase todos os blogs e livros de finanças pessoais que falam sobre investimentos em ações nos dizem que devemos "comprar na baixa e vender na alta". Porém o que seria isso?

Na página 193 nós temos algumas indicações de como encontrar um bull market (mercado comprador/altista) que pode reverter, gerando a possibilidade de aproveitar o movimento para realizar lucro e voltar a comprar depois:

Praticamente todos os bull markets possuem algumas características em comum, como (1) nível de preços altos, historicamente, (2) alto índice preço/lucro, (3) baixos dividend yields, quando comparados com os bond yields, (4) muita especulação e (5) muitas ofertas de ações de baixa qualidade.

No Brasil, nos últimos anos, têm surgido muitas casas de análises (financial researchers), sendo que algumas são muito boas (a exemplo de Eleven Financial e Suno Research) e outras não tão boas assim... 

Para os usuários desse tipo de serviço (considerando que a grande maioria dos investidores são amadores), o capítulo 9 é muito indicado, pois trata do investidor e os seus conselheiros/assessores, abrindo a mente dos investidores para o fato de que a decisão deverá ser sempre deles (p.261):
O investidor inteligente não fará suas compras e vendas apenas com base nas recomendações recebidas de algum serviço financeiro. (...) o papel do serviço financeiro será útil no fornecimento de informações e de sugestões.
Quando eu li o livro pela primeira vez, eu ainda não conhecia os financial researchers que eu conheço hoje que são muito bons. Nessa passagem da página 265 eu até anotei que "tenho muita dificuldade de encontrar analistas assim aqui no Brasil".

Veja o que ele diz, principalmente quanto a alguns analistas menos independentes:
(...) Uma vez que o analista se convence de que ele está lidando com uma pessoa que é orientada por valor, no lugar de uma pessoa orientada por cotações, existe uma excelente chance de que suas recomendações se provarão como de real benefício para o investidor.
Os comentários feitos Zweig no capítulo 10 são, talvez, os melhores que ele fez. Pelo menos pensando em Brasil, com a nossa atual situação do advento e popularização das financial researchs e assessores e planejadores financeiros.

Na página 274 ele traz diversas dicas para que o investidor possa checar a "qualidade" do seu assessor: confie, depois verifique

Por exemplo, ele recomenda verificar a especialidade do assessor (operador de bolsa? Planejador financeiro? Contador?). Após isso, as recomendações seguintes são: (1) pesquisar sobre o assessor e a sua empresa no Google e, no caso brasileiro, (2) verificar se o indivíduo tem a certificação necessário para o trabalho (por exemplo, os analistas devem ter o registro CNPI da APIMEC - aqui você verifica todos os analistas credenciados).

O quadro da página 275 deve ser lido por todo mundo que assina algum serviço de consultoria financeira. Sério!!

Aqui estão alguns exemplos de palavras que devem chamar a atenção dos investidores: "a oportunidade da sua vida", "garantido", "você precisa ser rápido", "você se arrependerá se não entrar...", "exclusivo" (essa aqui era muito usada por Bernie Madoff - no final do post tem um link para a review que eu fiz do filme sobre ele), "confie em mim", "retornos mensais", "ninguém mais sabe como fazer isso" etc.

Isso lembra alguma coisa - empresas?!?!

Da página 276 a 277, Zweig traz algumas perguntas que você deve fazer ao seu possível assessor ou analista.

Destacarei apenas o segundo grupo delas (são 12):
Qual é a sua filosofia de investimento? Você usa ações ou fundos? Você usa análise técnica? Você usa market timing? (Um "sim" para qualquer uma das últimas duas questões é um sinal negativo para você).
Nada contra análise técnica, mas os analistas técnicos e market timers não estão dentro do escopo do livro "O investidor inteligente" de Benjamin Graham. Conheço pessoas boas que usam esse tipo de estratégia, mas eu, assim como Graham e Buffett, não uso. Se você também não tem esse perfil, deve procurar por assessores e analistas fundamentalistas.

Leiam atentamente também as páginas 276 e 277. Isso é muito sério!

O capítulo 11 é muito importante para os investidores leigos (foi esse termo que Graham usou).

Ele trata de análise de bonds e ações, porém em termos gerais. Para os investidores menos leigos, talvez os comentários do capítulo sejam mais interessantes do que o capítulo em si.

Zweig inicia os comentários sobre o capítulo 11 relembrando os 5 pontos que Graham diz serem decisivos quando da escolha da ação na qual investir (p.302):
  • Informações de longo prazo sobre a empresa
  • A qualidade da gestão
  • A solidez financeira e a estrutura de capital
  • Histórico de dividendos
  • Seu payout atual
Zweig fala generosamente sobre cada um dos pontos acima, da página 302 à 309, "sob a luz do mercado atual". Recomendo que leiam com bastante atenção.

Na página 310 temos dois conselhos importantes (e segue o restante do capítulo tratando disso na ALCOA):
(...) o primeiro é: não tome o lucro de apenas um ano como sendo tão sério. O segundo: se você realmente presta atenção aos resultados de curto prazo, procure por armadilhas nos números por ação. Se a nossa primeira advertência for seguida, a segunda será desnecessária. 

Sobre o capítulo 13 não há muito o que comentar de forma específica, pois ele é bem curto e foca na aplicação prática da ideia do livro, comparando 4 empresas.

Há também uma ênfase quanto a revisão de 6 conceitos importantes, quais sejam (p. 333 e 334):
  1. Lucratividade;
  2. Estabilidade;
  3. Crescimento;
  4. Situação financeira;
  5. Dividendos; e
  6. Histórico das cotações da ação.

O capítulo 14 descreve alguns critérios que devem ser usados pelo "defensive investor", ao selecionar as suas ações.

A lista com os critérios poderá ser lida nas páginas 348 e 349.

Enfatizo que esses critérios são para investidores bem conservadores e os números citados são discricionários e de muitas décadas atrás (o livro é de 1973), então cuidado ao replicar.

Para cada um dos critérios ele cita um bright-line que eu não trago aqui, mas vocês podem encontrar no livro:
  1. Tamanho da empresa (ele exclui empresas pequenas, mas reconhece que podem existir boas oportunidades nelas);
  2. Condição financeira suficientemente forte;
  3. Estabilidade dos lucros;
  4. Histórico de pagamento de dividendos (aqui no Brasil eu chutaria que praticamente nenhuma empresa passaria nesse filtro, porque ele sugere 20 anos de pagamentos de dividendos);
  5. Crescimento dos lucros;
  6. Múltiplo P/L (ou PE em inglês) moderado;
  7. O mesmo para o múltiplo Preço sobre Ativo.
Após o capítulo 14 há, como em todo o livro, o capítulo de comentários é de leitura extremamente obrigatória para qualquer value investor, pois há, nos comentários, uma atualização dos critérios inicialmente propostos do Graham. As atualizações vão da página 369 a 374.

O capítulo 15 se encarrega de trazer um pouco mais de agressividade ao processo de seleção de ações, para investidores mais agressivos ("enterprise investor"): os critérios são os mesmos, basicamente, mas com alguma suavização dos bright-lines (p. 385 e 386).

O capítulo 16 eu nem considerei para escrever algo aqui. Não vi nada de muito importante para comentar. Os capítulos 17 e 18, assim como os seus comentários, eu também não escreverei nada, mas recomendo muito a sua leitura atenta, pois são outros dois capítulos de aplicações práticas e os capítulos de comentários deles trazem exemplos de aplicações bem atuais.

Agora finalmente chegamos ao último capítulo do livro que trata de uma das coisas mais importantes da metodologia de Benjamin Graham: o conceito de margem de segurança!

Mesmo que você seja um pouco otimista demais com a sua avaliação da empresa, a aplicação da margem de segurança te permite reduzir um pouco desse efeito. É basicamente sobre isso que o capítulo trata.

No final do capítulo 20, Graham traz 4 princípios de negócios (p. 523 e 524) que nós devemos seguir nos nossos investimentos no mercado de capitais, para fechar seu livro com chave de ouro:

  1. Conheça o seu negócio - saiba o que está fazendo;
  2. Não deixe outra pessoa gerenciar o seu negócio, a menos que (a) você consiga supervisionar sua performance e (b) você tenha fortes razões para confiar na pessoa; 
  3. Nunca entre num negócio sem ter feito cálculos confiáveis de que esse negócio poderá de te gerar um lucro razoável; e
  4. Tenha coragem baseado em seu conhecimento e experiência. Se você concluiu algo baseado em fatos e se você acha que seu julgamento faz sentido, faça isso - mesmo que outras pessoas possam discordar.
Sobre o 4º princípio acima, quero dar uma ênfase com uma frase que Graham traz logo após a apresentação do princípio e cabe muito nos princípios que "investidores de ações fora do radar" e small caps devem seguir. 

Para que uma ação fora do radar tragar retorno por meio de ganho de capital, é preciso que ela seja descoberta por analistas sell side, fundos de investimentos, entrem em índices importantes(Ibovespa, IBRX 100, Idiv etc) para fazerem parte de ETFs, por exemplo. 

Sem liquidez não há movimentação de preço e o preço da ação não tem como refletir seus fundamentos, por isso que essas ações são as que geralmente têm mais assimetria entre preço e valor: porque ainda não foram descobertas, mas quando o são... ninguém segura (vejam o caso da CSU CardSystem quando foi "descoberta" e indicada para compra).

Graham (p. 524) diz: (...) você não está certo nem errado porque a multidão discorda de você. Você está certo porque seus dados e seu argumento estão certos. Similarmente, no mercado de capitais, coragem se torna uma virtude suprema após conhecimento adequado e um julgamento testado.

Finalizando o livro de fato, ainda na página 524, Graham diz algo que nos faz ficar alerta com os fundos ativos e nós mesmos que buscamos bater o mercado toda hora: (...) Alcançar resultados satisfatórios nos investimentos é mais fácil do que as pessoas pensam; alcançar resultados superiores é mais difícil do que parece. 


NÍVEL DE PROFUNDIDADE/ACESSIBILIDADE

Muito profundo em boa parte do livro, mas tudo é muito bem explicado para qualquer um poder entender.

Por exemplo, quando ele fala sobre daytrade, ele usa um aposto explicativo para definir daytrade. Além disso, o livro contém inúmeras notas de rodapé e notas de fim de texto.

Com a devida atenção, como eu enfatizei no início do post, qualquer pessoa interessada conseguirá acompanhar bem o livro e poderá tirar várias lições importantes dele.

A QUEM É INDICADO

O livro é indicado a qualquer tipo de investidor, do mais iniciante ao mais experiente, e deve ser lido novamente e revisado de tempos em tempos.

Esse foi o motivo pelo qual eu busquei selecionar bem os trechos em destaque, para servir como um bom resumo para mim. Assim não terei que ler o livro todo, todas as vezes em que precisar.

VALE À PENA?

Eu comprei o livro em 2015, usado (sou um value investor), por US$ 9,76 na Amazon. Atualmente, vocês podem encontrar ele até por US$ 3,99.

No Buscapé, o menor preço do livro é R$ 57,11.

Apesar de alguns conceitos um pouco desatualizados (e outras críticas que eu fizer), o livro vale à leitura, principalmente para aqueles que querem começar a investir pensando no longo prazo. Basta saber que Warren Buffett disse que "esse livro é de longe o melhor livro sobre investimentos".

Como disse Buffett (p.xiv): com Graham como seu guia, é garantido que você se torne um investidor muito mais inteligente.


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