segunda-feira, 30 de novembro de 2015

O fim da inferência e do p-value?

Há várias semanas vejo pessoas do mundo todo compartilhando links de matérias e artigos criticando o p-value (p-valor). Salvei vários desses links para ler com mais calma após a defesa da minha tese.

Ainda não estou com mais "calma" (minha qualificação será amanhã - se um imprevisto não se confirmar), porém dei uma lida rápida em um desses links (editorial de uma revista) dizendo o seguinte (clique aqui para ler na íntegra):

The Basic and Applied Social Psychology (BASP) 2014 Editorial emphasized that the null hypothesis significance testing procedure (NHSTP) is invalid, and thus authors would be not required to perform it (Trafimow, 2014). However, to allow authors a grace period, the Editorial stopped short of actually banning the NHSTP. The purpose of the present Editorial is to announce that the grace period is over. From now on, BASP is banning the NHSTP

Resumindo: eles dizem que o teste de significância estatística é inválido e que os autores não devem fazer mais isso, caso queiram submeter seus artigos para essa revista.

Por curiosidade, fui verificar o que é que eles fazem para testar suas hipóteses de pesquisa (não estatísticas) e vi que realmente eles basicamente usam estatísticas descritivas, focando mais na discussão de gráficos e coisas do tipo. Nem tabelas são apresentadas em alguns artigos!

Um artigo sobre inveja em adultos diz, inclusive, em uma nota de fim de texto que eles têm as análises elaboradas da forma tradicional e que elas estão disponíveis para quem quiser, com os autores:

Our data analysis began last year before the change in the BASP policy. Therefore, we had performed traditional statistical tests in most of our analyses for this article. These are available from the authors. In the current work, we include correlations as a measure of effect size, as well as odds ratios for gender effects.

Será esse o fim do p-value que nos deu tantas alegrias e tristezas? Quem nunca agiu como na figura abaixo?





Ainda vou pesquisar melhor sobre isso, após a defesa da minha tese. Porém não poderia deixar de compartilhar aqui no blog essas primeiras experiências.

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Depoimento sobre o Desafio Universitário Empreendedor

Post publicado originalmente no Finanças Aplicadas Brasil (blog das minhas turmas de finanças).

Recentemente uma aluna nossa, Caroline Melo, participou da semifinal estadual do Desafio Universitário Empreendedor organizado pelo SEBRAE. Além do Desafio, ela teve uma ótima colocação em um jogo da CVM.

O resultado obtido por ela foi motivo de muito orgulho para mim e, com certeza, para os seus colegas de turma e outros Professores. 

Para estimular os colegas a continuarem participando, pedi para que ela escrevesse um breve depoimento sobre o jogo. Caso tenham alguma dúvida sobre como funciona o jogo, dicas etc, podem comentar aqui no Blog ou enviar email que eu encaminharei a ela.



Abaixo o depoimento dela:
O Desafio Universitário Sebare definindo em apenas uma palavra: aprendizado
 
Primeiramente devo reportar que quando recebi a notícia foi uma grande surpresa, pois eu não tinha conhecimento de que haveria uma semifinal e que tinha sido classificada. O Desafio era apenas algo que eu jogava no tempo livre como forma de aprender gerenciamento de empresas, mas no final acabou se tornando algo muito maior: uma grande experiência!

Foi um final de semana com vários jogos de estratégia, e para o desenvolvimento de uma ideia de negócio. Nem todos tiveram a oportunidade de falar sua ideia de negócio inovador, escolhemos entre as disponíveis e assim formamos grupos, com o qual trabalhamos dia e noite nesses 3 dias (13/11 a 15/11). Nossa principal ferramenta foi o “Canvas”, utilizado com o intuito de planejar e desenvolver melhor nossa empresa fictícia.


E claro não poderia deixar de falar das pessoas. Além dos 3 que estavam no meu grupo, com quem convivi intensamente esses 3 dias, haviam mais 36 canditados de vários lugares da Paraíba, todos com um grande nível de conhecimento. Foi uma disputa acirrada! Apesar de todos terem o desejo de ir para a final em Brasília, foram apenas 4 ganhadores, “do litoral ao sertão”, e não posso negar que estamos bem representados.

Sim, apesar de serem poucos dias, fiz muitas amizades que pretendo manter, e para o próximo ano fica o meu desejo de voltar e dessa vez ganhar!

terça-feira, 24 de novembro de 2015

[VÍDEO] 55 Anos do Curso de Ciências Contábeis da UFPB

Em 2015 estamos comemorando 55 anos do reconhecimento do curso de contabilidade da UFPB. Na última sexta-feira foi realizado o encerramento e enquanto as pessoas iam chegando no local das palestras, esse vídeo estava rodando no telão:


segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Contato com o Blog

Incluímos uma caixa aqui do lado direito do Blog onde vocês podem entrar em contato conosco mais facilmente por email, caso queiram enviar alguma dúvida, sugestão, reclamação, agradecimento etc.

Não se acanhem com sugestões, pois nosso objetivo é sempre melhorar o Blog para todos!

P.s.: não nos enviem questões de concurso, de prova, de exercícios etc. Não respondemos dúvidas específicas. Eu terei que parar tudo o que faço só para isso, pois recebemos várias assim diariamente. As dúvidas devem ser gerais, sugestões de literatura e coisas desse tipo, não respostas de questões. Obrigado pela compreensão de todos.

Segue uma imagem indicando onde está a nova caixa de diálogo:


III ENCONTRO UNIFICADO DA UFPB [FOTOS e TRABALHOS]

Semana passada houve o III ENCONTRO UNIFICADO DA UFPB, em que alguns alunos meus apresentaram seus trabalhos.

Abaixo estão as fotos e os trabalhos submetidos:

MONITORIAS:

1) A ELABORAÇÃO E UTILIZAÇÃO DE VÍDEOS E JOGOS DIDÁTICOS COMO UMA FERRAMENTA NO ENSINO DE FINANÇAS APLICADAS II NOS PERÍODOS DE 2014.2 E 2015.1


Esse trabalho foi do monitor Alef Soares, de Finanças II (na verdade, ele foi monitor de Finanças I e de Finanças II, assim como Fred também foi das duas - os meus monitores trabalharam assim durante o último ano).

Clique aqui para acessar o trabalho dele.




2) FINANÇAS APLICADAS I: ANÁLISE DO DESEMPENHO DOS ALUNOS NO PERÍODO LETIVO DE 2014

Esse trabalho foi do monitor Frederico Maul (formalmente de Finanças I e informalmente de Finanças II, assim como eu disse acima sobre Alef).

Clique aqui para acessar o trabalho dele.



EXTENSÃO (FLUEX):

1) OLIMPÍADA INTERNA DE CONTABILIDADE DA UFPB COMO FERRAMENTA PARA A DESCOBERTA E ESTÍMULO DE NOVOS TALENTOS

Esse trabalho foi de Thayná e Marcos. Foi minha primeira experiência com Extensão e apesar da maratona burocrática, eu gostei. Pretendo dar início a outros.

Nesse caso, um agradecimento especial a todos os alunos voluntários do projeto, bem como aos Professores Wenner Lucena, Edmery Barbosa e Adriana Vasconcelos. Sem eles isso não teria acontecido.

Clique aqui para acessar o trabalho deles.




domingo, 22 de novembro de 2015

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

[ENADE - Quants] Questão de 2012

Continuando com os posts sobre o ENADE, agora posto sobre algumas questões de 2012 (o post passado foi sobre a prova de 2009).

QUESTÃO DO SLIDE 14

DICA GERAL: é preciso relembrar o conhecimento de estatística básica que é estudado no início do curso. Como calcula a média? O que é a moda? Como calcula a mediana? Como calcula o desvio padrão e a variância.

Nessa questão você não precisa calcular nada, apenas analisar os números (eu gosto muito disso, pois na vida prática você não precisa calcular muita coisa, pois os programas já sabem fazer isso. Você precisa apenas analisar, mas é importante saber como calcula, para entender e analisar).

A primeira assertiva é FALSA. O desvio padrão mostra a variabilidade das cotações da ação em torno da MÉDIA e não da mediana.

A segunda assertiva é verdadeira, todavia ela foi bem estranha. A variância é uma espécie de média da soma dos quadrados dos desvios de uma observação em torno da média. Você sempre vê “soma dos quadrados dos desvios” e não “soma dos quadrados dos erros”. Isso poderia confundir com análise de regressão, que trabalha mais com o conceito de “erro”. Mas, de qualquer forma, a banca considerou correta. E, fora essa possível confusão, também considero correta (apesar de erro estar mais relacionado com ajuste, que não é o caso da variância).

A terceira assertiva está incorreta, pois o valor mais frequente é 28. É a moda! 25 é a média. Lendo essa assertiva eu entendi o porquê de terem colocado os dados brutos. Se o candidato não conhecer o conceito de “moda”, ele terá que contar e verificar qual é o valor mais frequente. Quem leu esse post não precisará disso, caso caia algo sobre moda na prova.

A quarta assertiva diz que a média dos extremos é igual à mediana. O que é igual à mediana é a média normal. Não foi falado nada de extremo. Porém, um candidato extremamente conservador (como são os contadores), talvez quisesse calcular a média dos extremos. Porém, o que é o extremo da questão? Então esquece, não calcule! A assertiva é falsa.

A quinta assertiva está correta, pois a moda da ação ZZZ é 28.

QUESTÃO DO SLIDE 15

DICA GERAL: Vamos pensar um pouco: pay=pagar/pagamento e back=retorno/recuperação. Então, payback é o tempo de recuperação de um investimento. É uma forma de se decidir (bem simples, porém nunca use apenas o payback para escolher – veja mais nas minhas aulas de análise de investimentos, e esse post... gosto muito dele) sobre onde aplicar seu dinheiro.

Nesse caso, a questão não falou nada de taxa de desconto, risco dos projetos etc. Dessa forma, essa é apenas uma questão de entender o que é pay, o que é back e o que elas querem dizer juntas e saber dividir (ou somar pedaço por pedaço, caso esqueça como se faz divisão na hora da prova).

Como os fluxos de caixa são constantes, os paybacks são, respectivamente: 5 (200 mil/40 mil), 4 (200/50) e 10 (200/20) anos.

QUESTÃO DO SLIDE 16

DICA GERAL: quando se tem a famosa postagem do Professor César sobre alavancagem operacional, que dica eu poderia dar que não a indicação da leitura do post dele?

Dessa forma, considerando que o Grau de Alavancagem Operacional (GAO) é a razão entre a margem de contribuição total (MCT) e o lucro, fica fácil resolver a questão. Contudo, precisamos saber primeiro qual é a MCT.

Já sabemos que a empresa teve receita de R$ 1 milhão e o preço de venda do único produto é R$ 1 mil. Ceteris paribus, a empresa vendeu: R$ 1 milhão/R$ 1 mil = 1.000 produtos. Logo, a MCT será: (R$ 1.000 – R$ 300)*1.000 = R$ 700.000. O que fiz aqui foi o seguinte: R$ 1 mil menos R$ 300 é a margem de contribuição unitária (MCU), é quanto sobra do preço de venda, após pagar os custos variáveis, para pagar os custos fixos e outras despesas e ainda gerar lucro. Quando multiplico a MCU pela quantidade de produtos vendidos, eu tenho a MCT.

Pronto, agora posso calcular o GAO: R$ 700 mil/R$ 200 mil = 3,5. Resposta letra E.

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

[ENADE - Quants] Questão de 2009

Dando continuidade ao post anterior, agora com as questões de 2009. Quem não está entendendo o que está acontecendo, clique aqui para ver os comentários das questões de 2006 e aqui para saber o porquê desses posts.

Em 2009 eu só achei uma questão interessante (considerando que meu tempo era limitado e eu tinha outras questões melhores para escolher). Ela está no slide 12

QUESTÃO DO SLIDE 12

DICA GERAL: nessa questão não tem muito o que dar como dica. Eu só pensaria, após ler a questão, em: qual é o objetivo do CFO e qual é o objetivo do investidor?

A questão 30 da prova de 2009 traz duas assertivas e começa falando sobre o papel do diretor financeiro (CFO), dizendo que ele tem que se preocupar com decisões de financiamento e investimento; e que os investidores financiam empresas e governos. No final da primeira assertiva, a questão diz que as decisões de investimentos dos CFOs e investidores comuns são, normalmente, semelhantes. De forma geral, são: ambos querem maximizar a riqueza que eles estão gerenciando (da empresa ou sua própria).

Na segunda assertiva, a questão tenta justificar a primeira, todavia ela troca as “bolas”. Logo, a segunda assertiva é falsa.

Só com base nisso, já eliminamos as alternativas A, D e E. Sobraram as alternativas B e C, temos 50% de chance de acertar. Contudo, pelo princípio da prudência, que normalmente me faria eliminar a alternativa B, pois o sentido de investidor passado na questão é de investidor em ativos financeiros e o sentido de CFO é de uma pessoa que foca em ativos reais. Dessa forma, apesar de o objetivo ser de maximizar a riqueza que está sendo gerenciada, isso ocorre por meios diferentes.

Confesso que fiquei muito em dúvida nessa questão, mas, segundo a banca do ENADE, a resposta correta é a letra C: as duas assertivas estão incorretas.

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Você é capaz de sobreviver ao mestrado ou doutorado?

Hoje começarão as entrevistas do doutorado do PPGCC da UFPB. Esse post veio em uma boa hora para algumas pessoas. Não esperem vida boa!

O mestrado foi muito traumático, no início, para mim (veja isso), pois o pulo da graduação para o mestrado em contabilidade é muito grande. Eu esperava tempo ruim, mas não tanto, porém no final dá tudo certo.

Mas no doutorado o sofrimento é diferente. (veja isso)... acho que a responsabilidade é maior, então é uma pressão estranha.

O post desse link fala sobre vários problemas psicológicos na vida de um doutorando. Vale a pena a leitura desse link. Você não está sozinho!

[ENADE - Quants] Questões de 2006

Como prometido em sala de aula e na minha última postagem no blog (nesse post estão os slides com as questões), seguem os comentários sobre algumas questões do ENADE. Essa semana está bem corrida, por isso demorei a postar. 

P.s.: pode ser que eu venha responder a alguma dúvida sobre as questões. Mas acredito que a explicação dada aqui já seja suficiente. Contudo, eu tenho parado de colocar comentários sobre questões porque as pessoas ficam me enviando dever de casa para responder. Eu não faço isso, então tente entender e não envie dever de casa, pois ele não será respondido.

QUESTÃO DO SLIDE 5

DICA GERAL
: questões de análise de gráfico (quase sempre) apenas requerem a atenção de quem está fazendo a prova.

A questão 6 do ENADE/2006 pode ser revolvida sem nenhum conhecimento prévio de biologia, medicina ou algo do tipo. O candidato precisa apenas analisar um gráfico, conforme a figura abaixo.

A assertiva I diz que o álcool é absorvido pelo organismo de forma lenta e é eliminado mais rápido. Podemos perceber pelo gráfico que absorção é muito rápida, com o ponto máximo sendo atingido em pouco tempo (até 1 hora – caso das 4 latas). Já a eliminação é lenta. Dessa forma, o correto seria o contrário da primeira assertiva, pois a absorção é rápida, mas a eliminação é lenta.

Sobre a assertiva II, basta olhar para os gráficos em que o topo nunca passa de 0,6 g/litro, pois esse era o máximo permitido em nossa legislação. Se você ingeriu 4 latas, você chegaria a mais de 0,8 g/litro e se ingeriu 3 latas, você chegaria a 0,7 g/litro – seria fora da lei. Se você ingeriu 2 latas, você chegaria a, no máximo, algo em torno de 0,45 g/litro, logo estaria dentro do limite estabelecido na lei daquela época.

Na assertiva III bastava que o candidato olhasse no gráfico azul com quadradinhos (que representa as 4 latas) onde o gráfico terminava. No gráfico da linha azul, o final ocorre quando ele “toca” o eixo das Tempo (horas) no ponto 7, ou seja: o ponto 7 do Tempo (horas) forma par com o ponto ZERO do eixo Álcool no Sangue (g/litro), o que indica que em 7 horas não há mais álcool no sangue do indivíduo.

QUESTÃO DO SLIDE 6

DICA GERAL: a análise da tabela é muitas vezes semelhante à do gráfico. Então basta ter cuidado. Essa questão, especialmente, foi bem complicada porque analisa uma espécie de "porcentagem de uma porcentagem" - as pessoas às vezes demoram a entender o que tem que ser feito (pessoas quer dizer eu, não entendi na primeira leitura).

Além do que foi citado acima, a questão é muito braçal e no ENADE não é possível usar calculadora, então a recomendação é tentar verificar as diferenças que você acha mais discrepantes e as mais semelhantes.

Mas antes de verificar as discrepâncias e semelhanças, é preciso saber o que você tem que fazer. Eu, particularmente, achei a questão meio “mal escrita” ou de difícil interpretação, mas o que a questão quer é o seguinte: dentro dessas medidas que já são relativas, relativize mais ainda, faça uma proporção das porcentagens.

Tomando como exemplo o caso de Recife (que é a resposta correta), o percentual de jovens sem carteira assinada, dentre os jovens que são assalariados no setor privado é: 24,3/61,2 = 0,3975 = 39,75%

Outro exemplo: Belo Horizonte e Distrito Federal são ali perto de 70% no total e 20% assalariados sem carteira assinada no setor privado (total de pessoas no setor privado é 72,9 e 69,8, e sem carteira assinada 19,7 e 20,8, respectivamente em BH e DF). Na hora da prova, com pouco tempo, provavelmente eu não faria as contas para essas duas regiões. Como aqui tenho tempo, a porcentagem é (seguindo a mesma ideia que usei para Recife, aí em cima): 27,02% e 29,80%.

Recife e Salvador também são bem próximas. Eu desconfiaria que a resposta seria uma dessas duas regiões, porque a quantidade de gente sem carteira assinada é alta (são as 2 mais altas, perdendo apenas para SP), porém a porcentagem de assalariados para essas duas regiões são as menores... logo, a resposta só poderia ser uma dessas duas.

O ranking fica assim:

Recife = 39,75%

Salvador = 38,29%

São Paulo = 35,89%

Distrito Federal = 29,80%

Belo Horizonte = 27,02% e

Porto Alegre = 25,13%


QUESTÃO DO SLIDE 7

DICA GERAL: Pense na fórmula básica de matemática financeira com um período: VF = VP*(1+i)^n. A TIR é o i dessa equação que usei como exemplo. Ou seja, é o retorno do projeto de investimento representado por aquela equação. Sempre que cair uma questão nesse sentido, pense na fórmula básica da matemática financeira e faça os ajustes necessários. Outra boa dica para questões desse tipo é sempre desenhar o fluxo de caixa da operação (após isso eu entendi o que eu teria que fazer).

Essa foi outra questão que achei mal elaborada. Mas vamos lá!

A empresa captou R$ 20.000 para um projeto que rendeu R$ 1.000 ao término do mês. Além disso, esse projeto está agora valendo R$ 21.500. Dessa forma, considerando o “caixa” que a empresa recebeu e considerando uma possível venda desse projeto, ela teria: R$ 1.000 + E$ 21.500 = R$ 22.500.

Aplicando a fórmula padrão da matemática financeira, temos o seguinte: 22.500 = 20.000*(1+i) è 22.500/20.000 – 1 = i .:. I = 12,5%. 

A resposta, então, é a letra E.


QUESTÃO DO SLIDE 8

DICA GERAL: essa é uma questão de média ponderada, pois a probabilidade de ocorrência dos eventos é diferente. Pense numa média simples: você soma os itens e divide pelo número de itens. Isso é feito porque os pesos são iguais. Quando os pesos são diferentes, a ideia é semelhante, porém apenas multiplicamos cada idem por seu peso, depois somamos todos eles para obter a média ponderada.

Essa questão pode ser resolvida calculando uma média ponderada dos lucros projetados para cada cenário, com base na sua probabilidade de ocorrência. Simples assim.

Dessa forma, o lucro operacional projetado para o próximo período será 110*0,10 + 80*0,15 + 50*0,4 + 40*0,25 + 20*0,10 = 55,00


QUESTÃO DO SLIDE 10

DICA GERAL: qual é a medida contábil que utilizamos para expressar a compensação ao dono do capital por ter integralizado capital (emprestado dinheiro à empresa sem prazo para receber de volta), de modo que a empresa pudesse seguir com suas atividades? O lucro! Onde está investido o dinheiro que a empresa tomou emprestado com o dono do capital? No ativo! Então o retorno sobre o ativo será dado pela razão entre lucro e ativo. No caso dessa questão, eles enfatizam que é lucro sobre ativo operacional.

Ponto zero, relembrando: onde estão os investimentos da empresa? No ativo! Porém a questão não quer saber o retorno de qualquer investimento, ela quer saber sobre os ativos operacionais!

Primeiro ponto: o que é a taxa de retorno sobre os investimentos?

Essa questão nada mais é do que entender o conceito do ROA e saber que contas manipular (no sentido de mexer).

Por exemplo, na letra A, o pagamento dos fornecedores não alterará (não a priori, porém mais profundamente isso tem algumas implicações que não cabem aqui, para discussão de uma questão de concurso) o lucro ou os ativos operacionais. Alternativa errada.

A aquisição do estoque anormal aumentará o ativo operacional, porém não terá contrapartida no lucro, logo piorará o ROA (pode até compensar a inflação, mas no curto prazo isso será ruim e o ROA é uma medida de curto prazo). A, B e a D não fazem nem cócegas no ROA.

A letra E é a correta. Como você está reduzindo o denominador do ROA (ativos operacionais) e mantendo o numerador constante (lucro), você fará com que o índice fique majorado. 1/10 = 10%, já 1/5 = 20%. Esse é o efeito da letra E.

Por hoje é só. Após um dia de espera no médico seguido de um dia de correria burocrática e reunião de Departamento de várias horas, mas amanhã tem mais, com os comentários de algumas questões da prova de 2009.

domingo, 15 de novembro de 2015

Aula de revisão para o ENADE

Quem me conhece sabe que não gosto de aulas desse tipo, mas como os coordenadores Wenner e Edmery me pediram com jeitinho... não pude negar. Porém aproveitei para disseminar o mal durante a aula de revisão.

Aqui estão os slides que usei na aula. Durante essa semana postarei as respostas das questões com comentários.



Revisão para o enade 2015: Quants from Felipe Pontes

Acabou que deve ter servido para alguma coisa além da prova do ENADE. Abaixo estão as fotos dos alunos que ganharam alguns brindes no sorteio que fiz após a aula:





 

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

[SELEÇÃO PPGCC/2016] Resultado da 1ª fase com os nomes

As provas, gabaritos e resultados da primeira fase do processo seletivo do mestrado e doutorado do PPGCC/UFPB para 2016 já estão disponíveis com os nomes dos candidatos (mestrado e doutorado).

Bancas de monografias 2015.1 (Contabilidade)

Os horários das bancas estão disponíveis clicando aqui.

Veja aqui algumas dicas sobre como preparar a apresentação.

Boa sorte a todos!

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

[SELEÇÃO PPGCC/2016] Resultado da 1ª fase

As provas, gabaritos e resultados da primeira fase do processo seletivo do mestrado e doutorado do PPGCC/UFPB para 2016 já estão disponíveis no site.

Parabéns aos aprovados, além de muita calma e sorte na próxima etapa!

Aos que não conseguiram a aprovação, ano que vem tem de novo. Comecem a se preparar desde já. Se você realmente quiser, não desistirá e estará melhor preparado ano que vem!

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Concurso para Professor Substituto no DFC/UFPB

O edital poderá ser acessado aqui. As vagas estão na página 96 da seção 3.

O edital foi publicado dia 05/11 e as inscrições se encerram 5 dias úteis após a publicação. Então, cuidado com o prazo!

Será 1 vaga para contabilidade societária e 2 para prática contábil, com regime de trabalho T-20.

Existem vagas para outros Departamentos, verifiquem no edital.

O cronograma do concurso está abaixo:

Ciclo de conhecimentos contábeis

O evento ocorrerá no Campus IV da UFPB.

A programação está no banner abaixo:


terça-feira, 3 de novembro de 2015

Lei que dispõe sobre a Profissão Pesquisador... não, pera...

Infelizmente ainda não foi dessa vez. Pesquisador não é profissão ainda. 

Por que teríamos uma Profissão Pesquisador, se os Professores das Instituições Públicas de Ensino fazem o trabalho 3 em 1 (3 trabalhos, recebendo por 1)? Temos que ser Professores: ensino, pesquisa e extensão. 3 em 1.


SANCIONADA a lei que regulamenta a profissão do cientista! O texto saiu com "artesão" no corpo da Lei 13.180, mas isso é apenas um detalhe. Afinal, nós:

- desempenhamos nossas atividades profissionais de forma individual, associada ou cooperativada;
- exercemos atividade predominantemente manual, que pode contar com o auxílio de ferramentas e outros equipamentos, desde que visem a assegurar qualidade, segurança e, quando couber, observância às normas oficiais aplicáveis;
- fomentamos a valorização da identidade e cultura nacionais;
- precisamos adquirir matéria-prima e equipamentos imprescindíveis ao trabalho;
- integramos nossa atividade com outros setores e programas de desenvolvimento econômico e social; 
- precisamos de qualificação permanente dos nossos profissionais e de estímulo ao aperfeiçoamento dos nossos métodos e processos de produção;
- precisamos de certificação da qualidade do nosso trabalho; 
- e precisamos de divulgação do fruto do nosso trabalho.
- precisamos adquirir matéria-prima e equipamentos imprescindíveis ao trabalho;
- integramos nossa atividade com outros setores e programas de desenvolvimento econômico e social; 
- precisamos de qualificação permanente dos nossos profissionais e de estímulo ao aperfeiçoamento dos nossos métodos e processos de produção;
- precisamos de certificação da qualidade do nosso trabalho; 
- e precisamos de divulgação do fruto do nosso trabalho.

Não é? Jovens cientistas, digo, artesãos, declarem-se como tais e vocês terão direito a ter direitos!

E agora, Helena Nader? Como é que você justifica cientista não ser profissão, se nos qualificamos até mesmo como artesãos?

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Deadline do EAA Congress 2016

O evento ocorrerá de 11 a 13 de maio de 2016, em Maastritch, e está na sua 39ª edição.

Abaixo o email que recebi, com maiores informações (a parte que eu mais gosto é essa: "There are no specific format requirements, but don't forget to insert the title and the abstract in your paper"):

Paper submission deadline: Tuesday, 1st December 2015, 23:59 GMT

Dear EAA Members and Colleagues,As the paper submission deadline is approaching, we would like to remind you of the submission rulesAuthors who want to submit a paper must be EAA members in the year of the congress for which they submit. If you are not a member, you will be asked during the submission process to subscribe for membership 2016 before being allowed to submit.As a consolidated EAA policy, each individual is limited to one personal appearance on the programme as a presenting author. This policy precludes acceptance of papers for more than one presentation. In other words, an author can submit and present only one paper. However a presenter can always be a non-presenting co-author on additional papers. Authors are invited to submit full papers. A full paper is a complete scholarly research report that could reasonably be submitted for publication in a public working paper data base such as SSRN. Papers will be subject to a double-blind review process by the Scientific Committee. So please do NOT include either a cover page with your submission, or any type of information that can identify you (no name, no address, no e-mail address, no acknowledgments or thanks). Information typically provided on a cover page should only be entered on the on-line submission form. There are no specific format requirements, but don't forget to insert the title and the abstract in your paper.Papers can only be submitted electronically via the conference website (http://www.eaacongress.org/ - please go the page “Online Paper Submission” under "Programme & Papers" and follow the instructions on the on-line submission pages). Please note the changes in the papers’ classification taking effect this year – both in the subject/topic and in methodology/perspective sections. Papers should be submitted in English. By submitting, the authors accept the release of their paper online. The papers will be accessible only to the delegates of the congress as of two weeks prior to the congress until two weeks after the congress.Last but not least, presenting authors are expected to be available for presentation on all three congress days.For any question related to your submission, you can contact Nicole via email at coopman@eiasm.be    
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