sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Prêmio ANPAD 2013

Recentemente anunciamos aqui no blog que ganhamos mais um prêmio, dessa vez da ANPAD (esse ano está mais uma vez bom para nós, autores do blog, nesse sentido). Relembro que Vinícius ganhou o prêmio de melhor artigo de Contabilidade para Usuários Externos, no Congresso da USP esse ano (ano passado eu ganhei o de Mercado de Capitais na USP e Augusto ganhou o de Usuários Externos da ANPCONT, além deles também terem ganhado na UFPE e serem indicados ao prêmio da ANPAD).

Segue o texto retirado do site da UFPB:

A pesquisa foi selecionada como o melhor trabalho da divisão acadêmica de Contabilidade, recebendo o prêmio Anpad 2013, dentre os quarenta e seis trabalhos inscritos.

As mestrandas Ailza Silva de Lima e Evelyne Vilhete de Carvalho desenvolveram, sob orientação do prof. Edilson Paulo e do prof. Luiz Felipe de Araújo Pontes Girão, do Departamento de Finanças e Contabilidade, do Centro de Ciências Sociais Aplicadas (CCSA), da UFPB, o trabalho Estágios do Ciclo de Vida: uma análise sobre a qualidade das informações contábeis das companhias abertas brasileiras.


A pesquisa

A pesquisa analisa o efeito dos estágios de ciclo de vida das empresas no quanto à qualidade das informações contábeis das companhias listadas na BM&FBovespa, durante o período de 1995 a 2011, com uma amostra de, em média, 170 empresas por ano, representando 19 setores econômicos.

Essa pesquisa revela que as empresas que se encontram nos estágios de crescimento e declínio se posicionaram de forma mais conservadora (as em declínio mais do que as em crescimento), o que pode ser justificado pela necessidade de maior volume de caixa e pagar menos dividendos, para manter a continuidade dos negócios (empresas em declínio) ou realizar novos investimentos (empresas em crescimento).

Pela perspectiva externa (valor de mercado da empresa), as que se encontram no estágio de maturidade são menos conservadoras do que as empresas em crescimento, as quais são mais conservadoras do que as em declínio. Isso pode ser visto também pela perspectiva interna (lucros anormais), confirmando os resultados anteriores. Pode-se entender que as empresas maduras sinalizam lucros maiores, buscando elevar o seu valor de mercado.

Percebe-se que os lucros operacionais são mais persistentes (mantendo-se em níveis semelhantes ao longo do tempo) nas empresas maduras. Verifica-se também que o fluxo de caixa é mais persistente nas empresas maduras.

Em geral, os resultados apontaram que dependendo do incentivo, baseado no ciclo de vida, as empresas podem ter uma maior ou menor qualidade da informação contábil, o que pode acabar influenciando a tomada de decisão de investidores, bancos, órgãos reguladores e demais interessados nos números contábeis das empresas.

Um comentário:

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