terça-feira, 27 de agosto de 2013

A escolha do campo de pesquisa e a participação das mulheres na ciência

Começo falando um pouco da minha experiência pessoal. Na minha turma do mestrado começamos em 6 homens e 4 mulheres (terminamos em 5 e 4). Na minha turma do doutorado começamos em 7 homens e 2 mulheres (atualmente também estamos em 7 e 2). Nos congressos de contabilidade também tenho visto mais homens do que mulheres. Em toda a minha pós-graduação, apenas tive duas professoras (na graduação também foram poucas).

É mais um ou menos sobre isso que o artigo "A possible explanation of the gender gap among accounting academics: evidence from the choice of research field" de Gago e Macías trata. É um trabalho interessante e trata de um tema que está sendo muito discutido nos últimos anos: as mulheres e o mercado de trabalho. No caso do artigo, os autores buscam analisar a situação do mercado acadêmico contábil. A partir de outros trabalhos que mostram que os homens dominam o mercado e qual é a situação das mulheres, os autores se questionam se uma possível explicação para isso seria a área de pesquisa dos homens e mulheres: será que eles competem em áreas diferentes?

Contudo os autores encontraram que a escolha pelo campo de pesquisa não apresentou diferenças entre homens e mulheres, dessa forma o "baixo aproveitamento" das mulheres não pode ser atribuído ao seu campo de pesquisa, já que não é significativamente diferente daqueles escolhidos pelos homens.

O artigo finaliza, nas considerações finais, com diversas reflexões para o futuro. Porém eu penso: será que a abordagem dada não é diferente? Eu conheço pessoas que trabalham na mesma área que eu, mas a abordagem da pesquisa é diferente. Será que isso influenciaria os resultados dos pesquisadores? Alguém quer testar?

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